Empresário do PI investigado por fraudes em consórcios é preso no DF
Suspeitos utilizavam anúncios falsos em redes sociais para oferecer veículos com condições facilitadas e promessa de entrega rápida
atualizado
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A Polícia Civil do do Piauí cumpriu, nessa sexta-feira (27/2), mandado de prisão preventiva contra um empresário investigado por suposto envolvimento em um esquema de fraudes na comercialização de financiamentos e consórcios de veículos.
A prisão foi realizada no Distrito Federal, com apoio da Polícia Federal (PF), como desdobramento da investigação conduzida pela 6ª Delegacia Seccional – Divisão 1, com suporte da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (DINT/PCPI).
Na quarta-feira (25/2), outros dois suspeitos de envolvimento no esquema já haviam sido presos no Piauí e em Pernambuco.
De acordo o delegado Walter Cunha, os suspeitos utilizavam anúncios falsos em redes sociais, principalmente no Facebook, oferecendo veículos com condições facilitadas e promessa de entrega rápida.
“Após o pagamento de valores iniciais, as vítimas eram induzidas a assinar contratos de consórcio que divergiam da proposta originalmente apresentada. Ademais, os veículos não eram entregues e os valores pagos não eram devolvidos”, explica.
As vítimas chegaram a perder até R$ 12 mil pagando entradas para poder receber os supostos veículos.
As investigações apontam que o esquema tinha alcance interestadual, atingindo vítimas no Piauí, Amapá, Maranhão, Roraima e Goiás, totalizando dezenas de pessoas que teriam sido lesadas financeiramente.
Durante a investigação, foi constatado ainda que a empresa investigada não possuía autorização do Banco Central do Brasil para operar atividades relacionadas a consórcios, o que reforça os indícios de irregularidade e fraude.
A prisão integra um conjunto de medidas cautelares deferidas pela Central de Inquéritos da Comarca de Teresina.
Entre as determinações judiciais estão: suspensão das atividades comerciais das empresas investigadas; cumprimento de mandados de busca e apreensão; bloqueio judicial de valores em contas vinculadas aos investigados, com o objetivo de possibilitar eventual ressarcimento às vítimas.
As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e ampliar o levantamento de vítimas.
