Empresária bolsonarista que agrediu enfermeiras depõe no DF

Marluce Gomes, 44 anos, chegou por volta das 11h30 à 5ª DP (Área Central) e não quis falar com a imprensa 

atualizado 11/05/2020 13:46

Marluce, empresária acusada de agredir profissionais de saúde na Praça dos Três PoderesRafaela Felicciano/Metrópoles

A 5ª Delegacia de Polícia (Área Central) ouve, na tarde desta segunda-feira (11/05), a empresária de Palmas (TO) que aparece em imagens agredindo verbalmente um grupo de enfermeiros na Praça dos Três Poderes, no Dia do Trabalhador (1º de maio). Marluce Gomes, 44 anos chegou por volta das 11h30 e não quis falar com a imprensa.

Além dela, um homem aparece nas imagens insultando os profissionais. Ele era funcionário terceirizado do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Trata-se de Renan da Silva Sena, que chegou a xingar e cuspir em enfermeiras.

No ministério chefiado por Damares Alves, Sena atuou como analista de projetos do setor socioeducativo. O contrato dele foi feito por intermédio da G4F Soluções Corporativas Ltda. Contratada por R$ 20 milhões, a empresa presta serviços nas áreas de apoio administrativo e operacional à pasta e demitiu o funcionário no último dia dia 4.

Nas redes sociais, Renan costuma fazer publicações em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Ele também segue o chefe do Executivo nacional em agendas na Esplanada dos Ministérios.

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Marluce Gomes é dona de uma empresa de eventos em Palmas (TO). Quatro dias após o protesto que terminou em insultos, a mulher esteve no Palácio da Alvorada, onde conversou com o presidente Bolsonaro, do lado de fora da residência oficial. Pediu perdão, mas levantou a hipótese de haver infiltrados no ato promovido pelos profissionais de saúde..

Uma terceira pessoa envolvida é um influenciador de direita, de 38 anos. Morador de Goiânia, ele esteve em Brasília no começo do mês para participar dos atos a favor do presidente no dia 3 de maio. O homem postou inúmeros vídeos da estadia dele na capital, mas não mencionou o episódio.

 

 

A Polícia Civil do Distrito Federal começou a colher o depoimento das enfermeiras e profissionais de saúde agredidos na última semana. O caso ganhou repercussão nacional após os vídeos viralizarem nas redes sociais.

 

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