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Amigos e familiares reuniram-se na noite desse domingo (1º/7) para homenagear a estudante de enfermagem Ana Carolina Lessa, 19 anos, na Paróquia Imaculado Coração de Maria, em Águas Claras.

A universitária morreu por volta das 15h da última segunda-feira (25/6), no Hospital São Matheus, no Cruzeiro. Na noite de sábado (23), ela esteve em uma festa rave chamada Arraiá Psicodélico, na zona rural do Recanto das Emas, que tinha autorização para ser realizada.

A jovem chegou a ser dada como desaparecida, mas foi localizada na tarde de domingo (24), na casa de um colega, no Sol Nascente (Ceilândia). Na manhã de segunda (25), passou mal, foi internada e morreu horas depois: sofreu duas paradas cardíacas e insuficiência renal.

Sem esconder a emoção, a maioria dos amigos e familiares de Ana Carolina optaram pelo silêncio durante a celebração conduzida pelo padre Luís Gustavo. Os poucos que falaram lembraram do sorriso da estudante e cobraram Justiça.

“Perdemos uma menina linda, do bem, boa aluna e trabalhadora. Queremos saber o que aconteceu e que os culpados sejam punidos”, protestou a trabalhadora rural Erenilda de Assis, 43 anos, vizinha da família da universitária.

O filho dela, Rafael de Assis, 22 anos, cresceu ao lado de Ana Carolina.”Brincávamos na rua, fazíamos tudo juntos. Está sendo muito difícil”, disse ele, ainda muito abalado. “Estou com medo de ele cair em depressão, está pensando em deixar o emprego. Eles eram muito próximos”, acrescentou a mãe do rapaz.

 

Também vizinho e amigo da universitária, Winnicius Cardoso, 19 anos, lembrou ter dito a Ana Carolina não ir à festa. “Nós sempre saímos juntos, sempre. Eu falei que a festa era estranha, que nossos amigos não iriam, mas ela foi mesmo assim”, lamentou. Ele afirmou não conhecer os amigos da universitária que a levaram para uma casa no Sol Nascente, onde ela foi localizada no domingo (24). “Nunca os vi. Ela nunca falou o nomes deles. Eu lembraria”, garantiu.

O caso é investigado pela equipe da 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro), que não descarta as possibilidades de a estudante ter sofrido violência sexual e a morte estar relacionada à ingestão, ainda que forçada, de substâncias psicotrópicas.