Em crise, UnB gasta R$ 1,6 milhão com câmeras de segurança

Os 350 equipamentos serão espalhados pelos quatro campi da universidade. Objetivo é aumentar segurança de alunos e funcionários

Felipe Menezes/Metrópoles

atualizado 25/04/2018 11:47

Em grave crise financeira, a Universidade de Brasília (UnB) adquiriu, por meio de um pregão, 350 câmeras de segurança ao custo de R$ 1,6 milhão. Os equipamentos serão instalados nos quatro campi da instituição (Asa Norte, Planaltina, Gama e Ceilândia), em locais que apresentam maior quantidade de registros policiais.

O investimento foi feito com verbas repassadas pelo Ministério da Educação (MEC), e a empresa responsável pelo serviço será a Teltex Solutions.

“Queremos melhorar o sistema de vigilância da universidade e trazer sensação de segurança para a comunidade acadêmica. O primeiro local que vai receber o equipamento é a biblioteca do campus Darcy Ribeiro”, disse Valdeci da Silva Reis, prefeito do campus da UnB. As câmeras começam a ser instaladas a partir desta semana.

Os aparelhos foram adquiridos em um pregão lançado há cinco meses pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que fica no Rio Grande do Sul. A UnB foi autorizada pela instituição e pela empresa a entrar na ata de registro, que definiu o valor dos equipamentos como sendo o mesmo para todos que demonstrassem interesse no serviço.

Os pontos de instalação foram escolhidos após estudo realizado pela Secretaria de Segurança Pública, que apontou os locais de maior risco nos campi Darcy Ribeiro (Asa Norte), Planaltina, Gama e Ceilândia.

Rombo de R$ 92 milhões
Atravessando uma das piores crises financeiras de toda a sua história, a UnB prevê, para 2018, um déficit de R$ 92,3 milhões no orçamento. Ações como demissão de terceirizados e estagiários, além do reajuste dos valores praticados no Restaurante Universitário (RU), estão sendo estudadas e poderão ser adotadas.

Contrários às medidas, estudantes ocupam a reitoria da universidade desde o dia 12 de abril. Nesta quinta-feira (26/4), está previsto um ato em frente ao Ministério da Educação (MEC), para cobrar maior repasse de verba para a instituição. Enquanto isso, servidores e terceirizados estão de braços cruzados.

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