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No último dia antes da eleição, Rodrigo Rollemberg (PSB) destinou a manhã deste sábado (26/10) para fazer carreata pela área central de Brasília. A concentração foi no Estádio Mané Garrincha. Antes de subir em um jipe e começar a circular pelo Eixo Monumental, o governador disse que pretende transformar a arena em um centro de lazer, espaço para atividades culturais, gastronômicas e de esporte.

“Vamos fazer o Arena Plex. A proposta de concessão para a iniciativa privada já está na Câmara Legislativa”, ressaltou.

Rollemberg também fez avaliação da campanha: “Quero agradecer a população de Brasília que nos acolheu. Procuramos mostrar aquilo que fizemos ao longo desses quatro anos. E foram quatro anos difíceis na economia. Mas tivemos coragem de tomar as medidas necessárias. Nós mostramos que é possível governar sem corrupção”.

Acompanhado por cerca de 200 carros, o atual gestor do GDF foi até o Zoológico de Brasília e circulou pelo Guará. A carreata deve ser encerrada na Asa Sul. Foi no Plano Piloto (asas Sul e Norte) que o buritizável conseguiu maior número de votos, fato que levou o socialista ao segundo turno. Rollemberg estava acompanhado da mulher, Márcia; do candidato a vice, Eduardo Brandão (PV); e da senadora eleita Leila do Vôlei (PSB).

Corpo a corpo
Na sexta-feira (26), Rollemberg partiu para o ataque. Nas últimas horas para conquistar votos, cumpriu agenda extensa. O candidato à reeleição percorreu as ruas de Sobradinho e fez corpo a corpo na Rodoviária do Plano Piloto. “Agora, é virar os votos. E, domingo, nós teremos uma grande vitória. Porque de virada é mais gostoso”, disse, otimista.

O resultado nas ruas, no entanto, não foi o esperado, e o postulante ao Buriti foi cobrado por eleitores. No trajeto pelas barracas, na Feira da Lua, em Sobradinho, a professora Adriana Sousa Barros, 49 anos, questionou o governador sobre a falta de atenção pela categoria. “Por que o senhor abandonou os professores? Cadê o nosso aumento? E as pecúnias?”, perguntou.

“Se o Ibaneis ganhar, ele vai transformar as pecúnias em exercício findo para virar precatório, já que ele tem muito interesse nisso”, frisou Rollemberg. “Quem garante?”, replicou Adriana. “Nunca coloquei as pecúnias em exercício findo. Se tivesse feito isso, virava precatório e seria pago só muito posteriormente. Nós temos pago R$ 15 milhões por mês”, respondeu o socialista.

À noite, em caminhada na Rodoviária no Plano Piloto, manifestantes pró-Haddad cobraram do buritizável posicionamento a respeito da disputa pelo Palácio do Planalto. O socialista se declara “neutro” quando o assunto é a eleição presidencial. “Rollemberg, fale a verdade! Está na hora de apoiar o Haddad!”, gritaram.

O governador ignorou as provocações e preferiu se concentrar na própria candidatura. “O mais importante [na reta final] é o reconhecimento de que enfrentamos momentos difíceis e tivemos coragem de passar por cima”, disse.

Rollemberg foi, ainda, até o Conic com o propósito de conversar e entregar adesivos para quem passava pelo local. O buritizável parou em um dos bares da região e tomou alguns goles de cerveja com os apoiadores.