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Educação

Reajuste nas escolas particulares do DF deve chegar a 10% em 2018

Aumento é superior à inflação prevista pelo governo federal, de 4,5%. Famílias fazem ajustes para manter filhos na rede privada

Ian Ferraz12/09/2017 14:06, atualizado 12/09/2017 14:24
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Reajuste nas escolas particulares do DF deve chegar a 10% em 2018

Pais de alunos de escolas particulares do Distrito Federal podem preparar o bolso. O reajuste das mensalidades escolares vai variar entre 8% e 10% em 2018, índice bem acima da inflação prevista pelo governo para o ano, de 4,5%. Segundo as escolas, o aumento é baseado em variáveis como o reajuste salarial dos professores, a evasão e a inadimplência de cada estabelecimento de ensino, além de despesas de custeio, como energia e água.

O Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinepe-DF) acha cedo falar em percentuais. Explica, entretanto, que não existe limite para a correção dos preços e que as escolas devem se basear na planilha de custos para definir os valores cobrados.

“Embora tenha havido queda na inflação, aumentaram a evasão e a inadimplência. Tudo isso deve ser levado em consideração na hora de definir o reajuste”, argumenta Álvaro Domingues, presidente do Sinepe-DF. Neste ano, o aumento chegou a 15% em algumas escolas.

O Metrópoles levantou alguns preços para o ano letivo de 2018. No Marista, por exemplo, o valor da mensalidade para um aluno do 1º ano do Ensino Médio será de R$ 2.562, com reajuste próximo a 10%. O La Salle ainda não definiu os valores, mas a escola afirma que deve aplicar o mesmo percentual. Em 2017, uma vaga no 1º ano do ensino médio custou R$ 1.450 por mês.

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Roberto Costa espera que o aumento não afete tanto os gastos familiares. Os filhos Mateus e Letícia estudam no Maria Auxiliadora
Lidiane Martins de Melo ainda não sabe se vai manter as filhas Maria Clara e Nicole no Colégio Dom Bosco
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Ana Marques cortou despesas no orçamento para manter os filhos Fernando (E) e Caio na rede particular
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Ana Marques cortou despesas no orçamento para manter os filhos Fernando (E) e Caio na rede particular

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Roberto Costa espera que o aumento não afete tanto os gastos familiares. Os filhos Mateus e Letícia estudam no Maria Auxiliadora
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Roberto Costa espera que o aumento não afete tanto os gastos familiares. Os filhos Mateus e Letícia estudam no Maria Auxiliadora

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Lidiane Martins de Melo ainda não sabe se vai manter as filhas Maria Clara e Nicole no Colégio Dom Bosco
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Lidiane Martins de Melo ainda não sabe se vai manter as filhas Maria Clara e Nicole no Colégio Dom Bosco

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Aperto no orçamento
A servidora pública Ana Marques, 50 anos, trata a educação como prioridade para os filhos Fernando, 11, e Caio, sete. Por isso, outros serviços foram cortados. “Tive que tirá-los do inglês e da natação. Está muito complicado pagar a escola. Alteramos até nossos passeios e férias. Agora em julho, por exemplo, ficamos na cidade”, conta. Ela chega a gastar R$ 2.800 com os dois filhos, matriculados no Colégio Leonardo da Vinci da Asa Sul.

Adaptação que a família de Lidiane Martins de Melo (foto de destaque) também tem passado. A dona de casa, de 38 anos, ainda estuda se vai manter as filhas Maria Clara e Nicole na rede particular. Com as duas no Colégio Dom Bosco, a família Melo desembolsa aproximadamente R$ 1.900. “Brasília nos pega de surpresa. Meu marido é militar e nem sempre o reajuste da mensalidade é na mesma proporção do salário”, relata.

O servidor público Roberto Costa, 50 anos, acredita que deverá manter os filhos Mateus e Letícia no Centro Educacional Maria Auxiliadora (Cema) em 2018. Ainda assim, ele não sabe como será feito o reequilíbrio nas contas de casa. “Só Deus sabe”, brinca.

Inadimplência
Segundo o Sinepe-DF, a falta de pagamento triplicou de 2015 para 2016, chegando a atingir 9% e, em alguns meses, 20,25%. A inadimplência é um dos itens considerados pelas escolas na hora de definir o reajuste.

Já sobre a evasão escolar, o Sinepe-DF acredita em um cenário positivo. “Tivemos uma evasão que chegou a 7,92% de 2016 para 2017. Com as condições micro e macroeconômicas melhorando, esse número deve ser baixo para o ano que vem, quase zero”, afirma Álvaro Domingues, presidente da entidade.

Em média, cerca de seis mil alunos estão migrando da rede privada para a pública por ano no DF, segundo dados da Secretaria de Educação.