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Educação

Escola de madeira em Planaltina é interditada por risco de desabamento

Os 250 alunos do Centro de Ensino Fundamental 1, sendo 150 deles especiais, estão sem aula desde 17 de fevereiro deste ano

23/03/2017 17:38, atualizado 24/03/2017 10:59
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Divulgação
Escola de madeira em Planaltina é interditada por risco de desabamento

Alunos do Centro de Ensino Fundamental 1, de Planaltina, estão impossibilitados de frequentar as aulas desde o dia 17 de fevereiro. Não por conta de greve ou falta de limpeza no estabelecimento. O problema desta vez é que o barracão de madeira, com cinco salas, onde eles estudam foi interditado pela Defesa Civil porque corre o risco de desabar.

Depois da interdição parcial, naquela data, a área foi totalmente isolada em 16 de março, com a emissão do laudo da Defesa Civil. O barracão recebe 250 estudantes, sendo 150 especiais e 100 de ensino integral.

Na tarde desta quinta-feira (23/3), integrantes do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e da Defensoria Pública do DF fizeram uma inspeção do local para constatar as irregularidades e cobrar providências junto aos órgãos competentes.

A defensora pública Karoline Leal disse que medidas serão tomadas para solucionar o problema.”Vamos expedir ofícios para o Governo do Distrito Federal e Secretaria de Educação, aguardar retorno até o início da próxima semana e dar início às ações individuais e coletivas, que serão ajuizadas na Justiça”, explicou.

Ainda de acordo com a defensora, o objetivo é garantir o acesso dos jovens à educação, exigindo a construção de um local adequado. Antes disso, a defensoria vai cobrar do GDF a locação de um espaço provisório para receber os alunos.

Os pais dos alunos se mostram preocupados com a situação e destacam o prejuízo para os filhos.
“A estrutura do barracão é precária. Pode cair na cabeça dos alunos a qualquer momento. O ensino faz muita falta, principalmente para os especiais. Eles precisam desse auxílio”, diz a funcionária pública Deusicléia Barbosa, 54 anos, mãe de Marcelli de Castro, 33, estudante da Educação de Jovens e Adultos Interventiva, que funciona no local.

Segundo o professor Davi Moreira, que trabalhou no colégio em 2016, o barracão foi construído pela Secretaria de Educação há 18 anos, como alternativa provisória para receber os estudantes. “Eu não conhecia a realidade do barracão até vir trabalhar aqui. Foi então que comecei uma campanha para colher assinaturas em um abaixo-assinado, buscando cobrar soluções para o espaço”, disse.

O educador também relatou que, em 2015, um engenheiro chegou a vistoriar o barracão e recomendou à Secretaria de Educação que ele fosse demolido. Dentre os problemas, buracos na parede e no teto, o que acaba provocando muitas goteiras em época de chuva.

A diretora do Centro de Ensino Fundamental 1, Edna Rodrigues, disse se sentir impotente. “Os alunos nos questionam. Cobram respostas, mas nós não temos.” Em nota, a Secretaria de Educação reconheceu o problema, mas não deu data para que ele seja solucionado.

“A direção isolou o local para preservar a segurança das crianças, atendendo solicitação da Defesa Civil. No momento, não há previsão para obras. A pasta, no entanto, trabalha para buscar um novo local para atender os alunos.”