DF: Ibaneis pretende ampliar em 3 horas contraturno em escola pública

O governador quer aumentar de 15% para 60% o índice de alunos atendidos por atividades extras em período contrário ao de aula normal

Renato Alves/Agência BrasíliaRenato Alves/Agência Brasília

atualizado 31/07/2019 18:21

Os governos federal e do DF começaram a negociar, nesta quarta-feira (31/07/2019), a ampliação em mais três horas do contraturno escolar da rede pública brasiliense. O assunto foi tratado em encontro entre o ministro da Cidadania, Osmar Terra, e o governador Ibaneis Rocha (MDB), na sede do ministério. O objetivo é tornar o Distrito Federal a primeira unidade da Federação a receber o projeto-piloto nacional. Grupo de trabalho será criado nos próximos dias para coordenar o andamento do processo e também mapear as escolas que já oferecem essa programação na Secretaria de Educação.

Segundo Ibaneis, atualmente apenas 15% dos estudantes têm atividades extras após o período normal de aula no DF. Caso o projeto saia do papel, a intenção é estender a cobertura para 60% de alunos e alunas. “É muito especial esse projeto, com desenvolvimento esportivo e cultural. Tudo isso vai em um pacote elaborado pelo ministério juntamente com o GDF. Porque nós queremos elevar a oferta para estudantes da rede”, pontuou o chefe do Executivo local.

A principal preocupação, de acordo com o titular do Palácio do Buriti, é ampliar o período de ocupação de crianças e jovens matriculados na rede pública e, com isso, auxiliar no afastamento do mundo da violência e do crime organizado: “Temos apenas que alinhar a parte da cultura, do esporte e de línguas para fazer o contraturno e termos, no mínimo, mais três horas de aula para esses estudantes”.

Para isso, a parceria voltada à expansão do extraturno deve contar, também, com o apoio de estrutura das Forças Armadas. Os formatos de gestão compartilhada entre Secretaria de Educação, Polícia Militar (PMDF) e Corpo de Bombeiros (CBMDF) foram apresentados ao ministro como uma possível alternativa para tirar a ideia do papel. “Nós queremos que Brasília seja um modelo para todo Brasil”, ressaltou o emedebista.

De acordo com Ibaneis, o DF está em posição estratégica no mapa brasileiro e apresenta diversas camadas sociais, sendo um laboratório natural de projetos. “Então, nós vamos beneficiar com isso não apenas a família brasiliense, mas a família brasileira como um todo, em um projeto de âmbito nacional”, destacou.

O ministro Osmar Terra também considera de fundamental importância “manter os estudantes ocupados o tempo todo, aumentando as horas que ficam na escola”.

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