Mercado do Peixe prevê 30% de crescimento nas vendas da Semana Santa

Associação responsável pelo espaço na Ceasa espera comercializar 1,5 tonelada de pescados no período

atualizado

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Gabriel Jabur/Agência Brasilia
peixe
1 de 1 peixe - Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasilia

O Mercado do Peixe de Brasília, que funciona nas Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF), espera 30% de aumento nas vendas durante a Semana Santa. O local funcionará normalmente de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e no sábado, das 7h às 15h. Os peixes podem ser comprados no atacado e no varejo.

Durante esta semana, espera-se vender cerca de 1,5 tonelada de pescado. Para o período da Quaresma, mais de 2 toneladas devem ser comercializadas. Fora da festividade, a quantidade vendida semanalmente é de aproximadamente 700 quilos. A data perde somente para a Semana do Peixe, em setembro, quando mais de 3,5 mil toneladas vão parar na mesa dos consumidores.

De acordo com o presidente da Haja Peixe, associação que administra o mercado, Francisco Baia, a grande vedete deve ser a tilápia, vendida a R$ 13,90 o quilo. “Essa espécie é a mais consumida no Distrito Federal e no Entorno. É um peixe barato, de sabor agradável, um filé macio”, enumera.

Além da tilápia, outros produtos que prometem atrair o brasiliense durante a Semana Santa são a pescada-amarela (R$ 35,90/kg), o tambaqui da Amazônia (12,90/kg), o peroá (R$ 24,90/kg), o filhote de uritinga (17,90/kg) e o acará-açu (R$ 18,90/kg).

“Tivemos uma queda acentuada de cerca de 10% na venda dos últimos seis meses”, conta Baia, acrescentando que os pescados não sofrerão aumento.

Tanque
A Haja Peixe tem 203 associados do DF e do Entorno, locais de onde vem a maior parte dos 40 produtos — entre peixes, congelados, frescos, resfriados e vivos — vendidos no mercado.

O presidente da entidade destaca que o diferencial do Mercado do Peixe é a possibilidade de o consumidor poder escolher algumas espécies vivas no tanque. Além disso, o abate, a limpeza e o gelo para transporte não implicam custo extra ao comprador.

Ele lembra também que o local é certificado pela Vigilância Sanitária e passa por constantes inspeções para assegurar as condições de higiene propícia à venda dos pescados.

Cuidados
A Vigilância Sanitária, da Secretaria de Saúde, recomenda alguns cuidados ao escolher um peixe: os balcões frigoríficos ou os freezers fechados devem ter temperatura entre 0 e 3 graus. Se estiverem em mesa metálica, ao menos 70% da superfície precisa estar coberta por gelo.

De acordo com as recomendações, os olhos do animal têm que estar brilhantes e salientes, as escamas e a carne, firmes. Deve-se evitar pescados se a cor da pele estiver cinza ou esbranquiçada. Brânquias (guelras) em tons rosas ou cinzas indicam que o peixe não está bom para o consumo. Quanto mais avermelhada, melhor.

Não comprar produtos com embalagem danificada ou que não apresente, em local fácil de ver, certificação da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural ou do Ministério da Agricultura.

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