Estudantes da UnB usam pau para ironizar “diálogo com extrema direita”. Vídeo

Alunos realizavam ato a favor de cotas para transgênero, quando um estudante levantou pedaço de pau com o termo “diálogo” escrito

atualizado

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1 de 1 manifestacao-unb-2 - Foto: Redes sociais

Circulam nas redes sociais imagens de um protesto realizado na semana passada no campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília (UnB), na Asa Norte (DF).

Confira no vídeo:

Integrantes da comunidade acadêmica realizavam um ato no ICC Norte, na quarta-feira (19/11), em defesa das cotas para estudantes transgênero e a favor da neutralização de banheiros no campus. Durante discurso, uma jovem opina sobre a maneira de conversar com pessoas de extrema direita.

“Se aparecer a extrema direita no meio do caminho, qualquer pessoa que provocar, não é para falar, a gente vai resolver isso no diálogo”, declara a jovem. Neste momento, um rapaz levanta um pedaço de madeira com o termo “diálogo” escrito.

A manifestação foi realizada dias após uma aluna de 23 anos ser presa após supostamente cometer injúria contra uma aluna trans em um banheiro feminino do ICC. O caso ocorreu em 11 de novembro.

De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a aluna trans estava no banheiro, usando o espelho, quando outra estudante, do curso de agronomia, chegou e pediu que a vítima saísse.

“Viadinho”

A aluna de agronomia teria dito que a colega “não poderia estar ali por ser biologicamente homem”. Em seguida, ela teria xingado a vítima de “viadinho” e “jack”, gíria usada para se referir a alguém como “estuprador”. Ofendida, a aluna acionou a segurança do campus, e a Polícia Militar do DF (PMDF) levou ambos à delegacia.

O caso foi enquadrado como injúria racial na forma de injúria homofóbica, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) na Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) nº 26. Diante disso, a autoridade policial promoveu o indiciamento da estudante com base no artigo 2º-A da Lei 7.716/89, sem direito a fiança em sede policial.

Na ocasião, a UnB informou que acompanha de forma responsável o caso, em articulação com os órgãos competentes, e reafirmou o compromisso com os direitos humanos, a diversidade e a convivência respeitosa em sua comunidade universitária.

O que diz a UnB?

Em nota, a UnB comentou o caso afirmando que não compactua com “atos de violência, intimidação ou discriminação em seus campi” e que “segue acompanhando os episódios recentes e reforçando suas políticas de acolhimento”. Leia na íntegra:

“A Universidade de Brasília (UnB) reafirma que não compactua com atos de violência, intimidação ou discriminação em seus campi. A instituição mantém compromisso permanente com os direitos humanos, a diversidade e a convivência respeitosa. A UnB atua, em articulação com os órgãos competentes, para assegurar ambientes seguros, pautados pelo respeito e pela dignidade de todas as pessoas. A administração superior segue acompanhando os episódios recentes e reforçando suas políticas de acolhimento, inclusão e cultura de paz.”

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