Na Mira

Aluna da UnB presa por xingar colega de “viadinho” não pode sair do DF

A aluna da UnB teria reagido dizendo que a colega “não poderia estar ali por ser biologicamente homem”; caso foi parar na delegacia

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Rafaela Felicciano/Metrópoles
UnB
1 de 1 UnB - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

A aluna de 23 anos que chamou um colega da Universidade de Brasília (UnB) de “viadinho” dentro do banheiro feminino da instituição foi solta na audiência de custódia realizada nessa quarta-feira (12/11). De acordo com a 2ª Vara Criminal de Brasília, ela está proibida de sair do Distrito Federal, sem comunicação prévia e por mais de 30 dias. A estudante também deverá manter o endereço sempre atualizado e deverá comparecer a todos os atos do processo.

Além de xingar o colega de “viadinho”, ela também a chamou de “Jack”, uma gíria usada para se referir a alguém como “estuprador”. O incidente ocorreu na terça-feira (11/11), no Campus Darcy Ribeiro. Segundo relatos, a universitária teria afirmado que o colega “não poderia estar ali por ser biologicamente homem”. A discussão rapidamente se intensificou e se deslocou para o pátio da universidade, onde foi presenciada por outros alunos.

De acordo com as investigações da 5ª Delegacia de Polícia (Área Central), um aluno que se identifica como pessoa não-binária entrou no banheiro feminino do Instituto Central de Ciências (ICC) apenas para usar o espelho. No local, encontrou a aluna do curso de agronomia, que se surpreendeu com a presença dele.

“Viadinho” e “Jack”

Ofendido, o aluno acionou a segurança do campus, e a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi chamada para atuar na ocorrência.

Ambos foram encaminhados à delegacia para esclarecimentos. Em depoimento, a pessoa não-binária afirmou que costuma utilizar tanto o banheiro masculino quanto o feminino e relatou ter se sentido vítima de injúria homofóbica.

Já a aluna, ao ser interrogada, reconheceu ter impedido o colega de usar o banheiro feminino e confirmou ter usado os termos ofensivos. Segundo o registro policial, ela sorriu e debochou ao ouvir o nome da vítima durante o depoimento.

Injúria homofóbica

O caso foi enquadrado como injúria racial na forma de injúria homofóbica, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) na Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) nº 26. Diante disso, a autoridade policial promoveu o indiciamento da estudante com base no artigo 2º-A da Lei 7.716/89, sem direito a fiança.

Durante o trajeto até a delegacia, um amigo da vítima publicou em rede social uma mensagem chamando a autora de “vadia”. Ele também foi autuado por injúria.

UnB

Procurada pela coluna, a Universidade de Brasília (UnB) informou que acompanha de forma responsável o caso, em articulação com os órgãos competentes, e reafirmou o compromisso com os direitos humanos, a diversidade e a convivência respeitosa em sua comunidade universitária.

A instituição está oferecendo apoio e acompanhamento a ambas as partes e garante que assegura o respeito aos direitos individuais, à ampla defesa e à integridade das partes.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comDistrito Federal

Você quer ficar por dentro das notícias do Distrito Federal e receber notificações em tempo real?