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Distrito Federal

Dupla ameaçava comerciantes que não aceitavam pagar por proteção

Polícia Civil prendeu dois irmãos que extorquiam empresários da Estrutural e diziam que mandariam assaltar estabelecimentos que não pagassem

Repórter de Distrito Federal17/12/2018 10:58, atualizado 17/12/2018 14:13
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Divulgação/PCDF
Dupla ameaçava comerciantes que não aceitavam pagar por proteção

Dois irmãos aterrorizavam há anos o comércio da Estrutural, no Distrito Federal, em troca de suposta proteção. A Polícia Civil encontrou e prendeu, no sábado (15/12), o último suspeito de extorquir os empresários locais. A dupla ameaçava mandar comparsas roubarem os estabelecimentos caso não pagassem as mensalidades, que variavam entre R$ 500 e R$ 1 mil.

De acordo com as investigações, Marcelo Gregório da Silva, 40 anos, e Maurício Gregório da Silva, 35, tentavam implantar um método semelhante ao utilizado por milícias nas favelas cariocas. Segundo o delegado-chefe da 8ª Delegacia de Polícia (SIA), Rodrigo Bonach, os criminosos intimidavam as vítimas afirmando que, caso os pagamentos não fossem feitos, seus negócios seriam alvo constante de assaltos.

“Eles tinham uma espécie de domínio da região, controlando, inclusive, outros assaltantes. Costumavam andar pelas ruas com arma na cintura, mas agora estão fora de circulação”, afirmou o delegado.
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Maurício Gregório da Silva agia em parceria com o irmão
Marcelo Gregório da Silva ameaçava empresários e comerciantes da Estrutural
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Marcelo Gregório da Silva ameaçava empresários e comerciantes da Estrutural

Reprodução/PCDF
Maurício Gregório da Silva agia em parceria com o irmão
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Maurício Gregório da Silva agia em parceria com o irmão

Reprodução/PCDF

As investigações apontaram que os irmãos atuavam há meses na Estrutural e também estariam envolvidos com tráfico de drogas e porte ilegal de armas de fogo. Marcelo foi preso em 18 de setembro ao ser flagrado negociando entorpecentes. Já Maurício acabou detido por policiais da 8ª DP no último sábado (15) portando um revólver calibre .38.

Os dois foram indiciados em inquérito policial pela prática do crime de extorsão e podem ser condenados a uma pena de 4 a 10 anos de reclusão. “Eles já tinham antecedentes criminais pela prática de roubo e porte ilegal de arma de fogo, e se encontravam em prisão domiciliar. Agora, poderão ter regredidos os benefícios e permanecerão presos à disposição da Justiça”, afirmou o delegado.

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