Distrito Federal fecha 2020 com a maior malha cicloviária do país

Segundo a Secretaria de Mobilidade, o objetivo é integrar as diferentes modalidades de transporte da capital

atualizado 27/12/2020 8:30

Homem anda de bicicleta em ciclovia de Águas ClarasRafaela Felicciano/Metrópoles

Brasília termina 2020 como a capital brasileira com a maior malha cicloviária do país, segundo o Executivo distrital. No total, são 553,95 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas disponíveis à população brasiliense – em SP, essas vias somam 536,2 km.

Em 18 meses, a atual gestão construiu 87,35 quilômetros de vias exclusivas para ciclistas – as ciclovias e ciclofaixas. Na conta, estão incluídos os 22,4 quilômetros na Estrada Parque de Taguatinga (EPTG); os 8,7 quilômetros no Trecho de Triagem Norte (Ponte do Bragueto) e os 2,7 quilômetros no Noroeste.

Segundo a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob), os investimentos foram intensificados neste ano, resultando no crescimento do modal durante a pandemia da Covid-19. As ações tiveram como objetivo integrar as diferentes modalidades de transporte do Distrito Federal, aprimorar o transporte coletivo, desafogar o trânsito das vias e estimular o uso de bicicletas. Metas que também compõem a justificativa para a volta das bicicletas e dos patinetes compartilhados.

Em 2020, o GDF lançou novo edital para empresas fornecerem os veículos e definiu o dia 5 de janeiro de 2021 como prazo de apresentação de propostas. De acordo com a Semob, agora bikes e patinetes deverão estar disponíveis nos locais com maior demanda, de forma a integrar os deslocamentos dos pedestres com o transporte coletivo.

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Serão disponibilizados, no mínimo, 1,2 mil bicicletas e patinetes, com pelo menos 2.040 vagas em estações em que os equipamentos poderão ser acessados.

As regiões beneficiadas são:

  • Águas Claras
  • Candangolândia
  • Ceilândia
  • Cruzeiro
  • Gama
  • Guará I e II
  • Itapoã
  • Jardim Botânico
  • Lago Norte
  • Lago Sul
  • Noroeste
  • Núcleo Bandeirante
  • Paranoá
  • Park Way
  • Planaltina
  • Plano Piloto
  • Recanto das Emas
  • Riacho Fundo
  • Riacho Fundo II
  • Samambaia
  • Santa Maria
  • São Sebastião
  • Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA)
  • Setor de Indústria e Abastecimento (SIA)
  • Sobradinho
  • Sudoeste/Octogonal
  • Taguatinga
  • Vicente Pires
Investimentos em transporte e mobilidade

Além das ciclovias, o governo entregou neste ano duas novas estações do Metrô-DF, na 106 e na 110 Sul – foram investidos R$ 35,8 milhões na conclusão das obras e na implantação dos sistemas necessários ao funcionamento.

A capital da República ainda ganhou quatro micro-ônibus adaptados para pessoas com deficiência. Os veículos foram doados pelo governo federal à Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF). Um deles foi entregue à Associação Pestalozzi de Brasília, na Asa Sul.

Mais investimentos no setor estão previstos para 2021. As regiões de Santa Maria e Itapoã ganharão novos terminais rodoviários. Em Santa Maria, a estação servirá de partida e chegada de pelo menos 14 linhas e tem previsão de investimento de R$ 4,8 milhões.

Já o processo de concorrência pública para escolha da empresa que construirá o terminal do Itapoã foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) da última quarta-feira (23/12). A previsão é de que a obra dure 540 dias a partir do início dos trabalhos.

Além disso, no DF estão em operação faixas exclusivas para ônibus, táxis e veículos do transporte escolar no Eixo Monumental. O sistema de circulação prioritária contempla as vias S1, sentido Cruzeiro-Esplanada dos Ministérios, e N1, sentido Congresso Nacional-Setor Militar Urbano (SMU).

Em 2020, foram instalados ainda 116 novos abrigos para passageiros de ônibus em 17 regiões administrativas e, em agosto, licitadas a implantação de 425 novos abrigos, a reforma de 650 e a substituição de 100. O resultado do trabalho, segundo a Semob, será visto a partir do próximo ano em todo o Distrito Federal. (Com informações da Secretaria de Transporte e Mobilidade)

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