Disfarçado de vigia, bandido e comparsa roubam irmãs na Água Mineral

Criminosos levaram diversos pertences das vítimas, incluindo celulares, cartões de crédito, documentos e bicicletas

atualizado 15/03/2021 19:21

Antônio Cruz/Agência Brasil

As irmãs Grazielle Rodrigues, 28 anos, e Juliana Rodrigues, 36, viveram momentos de terror no começo da tarde de sábado (13/3). Elas foram surpreendidas com o anúncio de um assalto no momento em que realizavam um percurso de bicicleta pela Trilha Cristal, no Parque Nacional de Brasília, a Água Mineral (foto em destaque). Celulares, lanches, cartões de crédito e duas bicicletas (veja galeria abaixo) foram levados pelos criminosos.

Segundo as vítimas, dois homens armados com uma faca saíram do mato e renderam as estudantes. O primeiro a aparecer se apresentou como vigilante do Instituto Chico Mendes (ICMbio), que administra o parque.

“Ele [um dos bandidos] estava trajado como vigia, vestido de balaclava e roupa de segurança. Se aproximou de nós falando que era do ICMbio, que estava à procura de alguém”, contou Grazielle ao Metrópoles. “Estamos abaladas. Frequentamos as trilhas há muito tempo e nunca tinha acontecido algo assim”, lamentou.

Os bandidos a ameaçaram de morte. “Fizeram a gente deitar no mato, nos ameaçaram de morte. Fizeram insinuações, demonstrando intenção de abuso sexual. Foi uma ação assustadora. Nos sentimos muito vulneráveis”, completou Grazielle.

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Falta de segurança e despreparo

Os assaltantes fugiram levando as bicicletas usadas pelas irmãs. Após a ação criminosa, que durou poucos minutos, as jovens precisaram regressar ao ponto de entrada do local a pé – uma distância de aproximadamente 7km de onde foram assaltadas.

“Não tinha nenhum funcionário do parque, ninguém passando fazendo ronda, nenhum dispositivo para pedir ajuda”, revelou Grazielle. Já na metade do caminho de volta, as jovens se depararam com alguns pesquisadores que foram avisar aos funcionários do parque sobre o assalto. “Não subiu nenhum carro para nos buscar, não tivemos suporte. Totalmente despreparados para a situação”, criticou.

“Não acionaram a Polícia Ambiental, não foram no local verificar a situação, se conseguiam achar nossos documentos. Nos sentimos bastante desamparadas”, lembrou Grazielle. “Queremos que isso [o relato] chame a atenção dos usuários do parque, para que busquem medidas de proteção. Podíamos ter perdido a vida. Ontem [domingo] teve gente frequentando e não foram avisados sobre o ocorrido, nada mudou”, concluiu.

Outro lado

Procurado pelo Metrópoles, o ICMBio afirmou que o Parque Nacional de Brasília possui vigilância privada, a qual “acionou a polícia do DF e deu assistência às vítimas. A concessão dos parques garantirá melhores estruturas e serviços, inclusive em termos de segurança e monitoramento”.

A 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) investiga o caso, registrado como roubo a transeunte.

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