Diretor do HBDF pede “união e ação” a funcionários com salários atrasados

Em mensagem de Whatsapp, superintendente do Hospital de Base, Lucas Seixas, diz que a gestão está lutando para resolver o problema

atualizado 08/10/2020 20:17

fachada de hospitalMike Sena/Especial para o Metrópoles

Diante da crise que vive o Hospital de Base do Distrito Federal, o superintendente da unidade de Saúde, Lucas Seixas, encaminhou mensagem aos trabalhadores para tentar acalmá-los. Em um cenário com salários atrasados falta até de papel higiênico, conforme denunciou o Metrópoles, Seixas afirmou: “Nesses momentos de crise, podemos reclamar, falar, etc. No entanto, o melhor é unir e agir”.

O gestor ainda confirmou o desabastecimento e atrasos temporários de salários, além de pagamentos a empresas fornecedoras. “Como sabemos, mas não custa lembrar, o Iges-DF (Instituto de Gestão Estratégica) controla todos os pagamentos dos fornecedores do HBDF, HRSM e UPAs. A gestão está lutando para resolver com celeridade esses pagamentos e assim normalizar a reposição de todos os itens necessários à assistência segura e com qualidade”, disse.

Seixas ainda ressaltou que, neste momento, está atuando “junto ao setor de pagamento para minimizar os problemas ocasionados por fatores diversos e somados a uma pandemia de Covid-19 que onerou a Saúde e fez governos arrecadarem menos pelo mundo, no Brasil e em Brasília”, disse.

Confira comunicado na íntegra:

“Boa tarde!
Prezados amigos, em virtude da crise da saúde que estamos vivendo, houve desabastecimento e atrasos temporários no pagamento de empresas e fornecedores.

Como sabemos, mas não custa lembrar, o Iges-DF controla todos os pagamentos dos fornecedora do HBDF, do HRSM e UPAS.

A gestão está lutando para resolver com celeridade esses pagamentos e assim normalizar a reposição de todos os itens necessários à assistência segura e com qualidade.

Estamos nesse momento atuando junto ao setor de pagamento para minimizar os problemas ocasionados por fatores diversos e somados a uma pandemia de Covid -19 que onerou a Saúde e fez governos arrecadarem menos pelo mundo, no Brasil e em Brasília.

Nesses, momentos de crise, podemos reclamar, falar. etc. No entanto, o melhor é unir e agir.

Todos nós podemos ajudar para ressurgirmos com uma nova cultura: A vocação do HBDF é a assistência terciária, o HBDF é e será sempre a base da saúde do DF e o principal que é devolver e investir na assistência ao doente que nos procura, os recursos possíveis para obtermos o melhor resultado.

Acredito que a filosofia de gestão do Iges-DF é a melhor forma de gerir saúde pública, no entanto as pessoas ocasionalmente deturpam o sentido da gestão e quando há abusos elas são retiradas e responsabilizadas.

O HBDF tomou todas as medidas cabíveis e muitas outras pra manter toda a assistência necessária e acredito que essas turbulências serão transitórias. Em 30 dias, retornaremos aos investimentos e melhorias, hoje precisamos de união e muito trabalho. Estou lutando 24h por dia para que se resolvam os problemas”.

Outro lado

Por meio de nota,  o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF) afirmou que as declarações feitas pelo superintendente do Hospital de Base, Lucas Seixas, e veiculadas num grupo de gerentes da instituição, foram realizadas num momento de transição, em que o instituto estava sem gestor.

“Com a mudança na presidência do Iges-DF, os problemas apontados pelo superintendente foram quase que totalmente solucionados. Hoje, o próprio superintendente reconhece que, dos problemas por ele citados, 90% das demandas foram resolvidas pela nova gestão, que continua empenhada na solução dessas questões”, informou o Iges, por meio de nota.

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