Diesel caro: diretor da ANTT descarta paralisação de ônibus no Entorno

O diretor da ANTT disse não haver perspectiva de paralisação do transporte público no Distrito Federal e Entorno

atualizado

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Hugo Barreto/Metrópoles (@hugobarretophoto)
Brasília (DF), 05/01/2020 Mudança no local de saída dos ônibus para o Entorno provoca filas Local: Rodoviária do Plano Piloto Foto: Hugo Barreto/Metrópoles
1 de 1 Brasília (DF), 05/01/2020 Mudança no local de saída dos ônibus para o Entorno provoca filas Local: Rodoviária do Plano Piloto Foto: Hugo Barreto/Metrópoles - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles (@hugobarretophoto)

O diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Sampaio, afirmou nesta quarta-feira (18/3) não haver perspectiva de paralisação de ônibus do transporte público no Distrito Federal e no Entorno por causa do aumento do preço do diesel.

“Os contratos todos são equilibrados quanto ao que se refere aos reajustes, e a agência tem monitorado, sim, e feito um acompanhamento sobre isso. A gente não vê, até reunidos com as empresas que operam, nenhuma perspectiva de paralisação de serviços”, afirmou.

“Mas é um outro segmento que não é o transporte de cargas, é o transporte de passageiros, é uma característica mais urbana”, acrescentou o diretor.

Na segunda (16/3), a Associação Nacional das Empresas de Transporte Rodoviário Interestadual Semiurbano de Passageiros (Anatrip) enviou ofício à ANTT solicitando medidas emergenciais para evitar a interrupção dos serviços de transporte entre o DF e o Entorno.

De acordo com o documento, a escalada do conflito no Oriente Médio desestabilizou o mercado de combustíveis, provocando “escassez de diesel e aumento insustentável nos custos operacionais”.

Segundo a Anatrip, empresas associadas estão com dificuldades concretas para adquirir volumes suficientes de diesel para abastecimento integral de suas frotas, “situação que compromete diretamente a regularidade e a continuidade da prestação do serviço público de transporte semiurbano de passageiros”.

PF abre inquérito

A Polícia Federal (PF) abriu inquérito nessa terça (17/3) para investigar possíveis crimes contra consumidores e a ordem econômica após relatos de oscilações nos preços dos combustíveis.

A medida foi anunciada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, diante de suspeitas de cobranças abusivas.

Alguns postos do Distrito Federal foram alvo de investigação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Procurado, o presidente do Sindicombustíveis alegou que as distribuidoras de combustíveis reajustaram pelo terceiro dia consecutivo os preços.

Procurada, a Petrobras disse que o único aumento foi de R$ 0,38, que passou a valer no último sábado (14/3). Ainda de acordo com a estatal, o último aumento de preços da gasolina para distribuidoras ocorreu há 617 dias, em 9 de julho de 2024.

Sobre a alegação de atraso na distribuição, a Petrobras informou ainda que não houve qualquer alteração em relação às entregas de combustíveis por parte de suas refinarias e que elas estão ocorrendo conforme o planejado.

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