Empresas: aumento do diesel ameaça parar transporte entre DF e Entorno
Alerta foi feito pela Anatrip, que representa as empresas responsáveis pelo transporte. Associação solicitou medidas à ANTT
atualizado
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A Associação Nacional das Empresas de Transporte Rodoviário Interestadual Semiurbano de Passageiros (Anatrip) enviou ofício à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) solicitando medidas emergenciais para evitar a interrupção dos serviços de transporte entre o Distrito Federal e o Entorno.
De acordo com o documento, a escalada do conflito no Oriente Médio desestabilizou o mercado de combustíveis, provocando “escassez de diesel e aumento insustentável nos custos operacionais”.
Segundo a Anatrip, empresas associadas estão com dificuldades concretas para adquirir volumes suficientes de diesel para abastecimento integral de suas frotas, “situação que compromete diretamente a regularidade e a continuidade da prestação do serviço público de transporte semiurbano de passageiros”.
No ofício, a associação propôs à ANTT a adoção de medidas emergenciais para proteger o setor e a mobilidade dos usuários, como:
- mecanismos extraordinários para compensar o aumento abrupto do custo do combustível;
- autorizações temporárias para reduzir a oferta de veículos, ajustando a operação à disponibilidade atual de diesel;
- implementação de normas regulatórias de emergência que garantam a continuidade do serviço.
O documento reforça que as flexibilizações adotadas durante a pandemia da covid-19 servem como referência para a implementação de medidas emergenciais neste momento, destacando a necessidade de urgência e diálogo institucional para evitar o colapso do sistema.
A ANTT afirmou, por meio de uma nota publicada em seu portal, que se reuniu com representantes da Anatrip nesta terça-feira (17/3) e que acompanha de forma contínua o cenário econômico que afeta o transporte rodoviário de passageiros.
“No que se refere ao custo do diesel, foi destacado (durante a reunião) que medidas recentes de âmbito federal, a exemplo de medida provisória voltada à política energética e fiscal, podem produzir efeitos sobre a formação de preços”, pontuou.
Segundo a agência, uma atuação técnica é mantida para “avaliar alternativas que contribuam para o equilíbrio do sistema, sem comprometer a regularidade e a continuidade do serviço à população”.
Em nota enviada ao Metrópoles, o Governo de Goiás disse que “eventuais variações no preço de insumos integram o risco da atividade empresarial, não sendo justificativa para a descontinuidade de um serviço essencial”.
“Reiteramos o compromisso com a mobilidade da população e seguimos em diálogo com as autoridades competentes para assegurar a normalidade do sistema”, afirmou o texto.
