Pacote do governo impediu reajuste de R$ 0,70 no litro do diesel

Presidente afirma que medidas anunciadas pelo governo para conter a alta dos combustíveis reduziram impacto do aumento nas refinarias

atualizado

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Junior Pereira/Getty Images
Fachada da Petrobras
1 de 1 Fachada da Petrobras - Foto: Junior Pereira/Getty Images

O pacote de medidas anunciado pelo governo federal para conter a alta dos combustíveis evitou que o reajuste no preço do diesel chegasse a cerca de R$ 0,70 por litro, segundo afirmou nesta sexta-feira (13/3) a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

De acordo com a executiva, sem as ações adotadas pelo governo, o impacto da disparada do petróleo no mercado internacional teria sido significativamente maior para os consumidores.

A declaração foi feita durante coletiva de imprensa após o anúncio do reajuste do diesel nas refinarias da estatal. A Petrobras informou que o preço médio do combustível vendido às distribuidoras terá aumento de R$ 0,38 por litro, com início de vigência a partir deste sábado (15/3).

Segundo Chambriard, as medidas adotadas pelo governo ajudaram a amortecer parte da pressão provocada pela alta das cotações internacionais do petróleo, que voltaram a subir nas últimas semanas em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Entre as ações anunciadas está a redução a zero das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, além da criação de uma subvenção temporária para produtores e importadores do combustível. As duas iniciativas têm como objetivo compensar parte da alta internacional do petróleo e reduzir o impacto do reajuste para consumidores e para o setor de transporte.

Apesar da atuação do governo para mitigar o impacto da alta, Chambriard destacou que as medidas não alteram a política de preços da Petrobras.

De acordo com ela, o impacto sobre o diesel vendido na bomba para o consumidor será de apenas R$ 0,06 por litro.

Segundo a presidente da estatal, a estratégia comercial da companhia segue baseada em critérios de mercado e na busca por competitividade. “O pacote não muda, não engessa e não altera a estratégia de formação de preços da Petrobras”, disse.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, já havia destacado que a Petrobras possui autonomia para alterar a sua política de preços nos momentos em que julgar oportuno.

“A Petrobras tem a sua governança, o governo respeita essa governança, hoje temos uma Petrobras bem mais competitiva e é natural que a Petrobras faça suas negociações internas”, disse na última quinta-feira (12/3) durante uma entrevista coletiva.

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