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Distrito Federal

DF tem 24 mil pacientes em fila de espera por cirurgia na rede pública

Entre as cirurgias mais procuradas destacam-se: oftalmo, otorrino, ortopedia e cirurgia geral. Dados são da Secretaria de Saúde

25/04/2022 18:54
Agência Brasília
Imagem colorida onde uma equipe medica realiza cirurgia ortopédica

O Distrito Federal tem, atualmente, cerca de 24.340 pacientes na fila de espera por uma cirurgia na rede pública. Entre as mais procuradas destacam-se: oftalmo, otorrino, ortopedia e cirurgia-geral. Os dados são da Secretaria de Saúde.

Segundo a pasta, a fila ocorre “devido ao represamento das cirurgias durante a pandemia”.

DF tem 24 mil pacientes em fila de espera por cirurgia na rede pública - destaque galeria
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Profissionais da saúde em sala de cirurgia
Secretaria de Saúde do DF
Entre as cirurgias mais procuradas, destacam-se: oftalmo, otorrino, ortopedia e cirurgia geral
Equipe medica realizando cirurgia ortopédica
24.340 mil pacientes na fila de espera por uma cirurgia na rede pública
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24.340 mil pacientes na fila de espera por uma cirurgia na rede pública

Andre Borges/Esp.Metrópoles
Profissionais da saúde em sala de cirurgia
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Andre Borges/Esp.Metrópoles
Secretaria de Saúde do DF
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Secretaria de Saúde do DF

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Entre as cirurgias mais procuradas, destacam-se: oftalmo, otorrino, ortopedia e cirurgia geral
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Entre as cirurgias mais procuradas, destacam-se: oftalmo, otorrino, ortopedia e cirurgia geral

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Equipe medica realizando cirurgia ortopédica
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Equipe medica realizando cirurgia ortopédica

Agência Brasília

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O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) detalhou que, de 1º janeiro a 13 de abril, foram realizadas mais de 5 mil cirurgias, sendo 3.727 no Hospital de Base, que atende casos de maior complexidade, e 1.005 no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM).

Força-tarefa para acelerar cirurgias

No início do mês, a Secretaria de Saúde informou que formará uma força-tarefa para diminuir a fila de espera de pacientes que aguardam atendimento de especialista de pescoço e cabeça. A portaria que cria o grupo de trabalho foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) e seus integrantes terão prazo de 30 dias para apresentar a “conclusão dos trabalhos”.

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O atendimento desses pacientes no DF ocorre no Hospital de Base. A força-tarefa contará com a participação do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF), que coordena a unidade de saúde. No patamar federal, o Hospital Universitário de Brasília (HUB) é a unidade responsável por tratar os doentes.

A Portaria nº 273 estabelece que o grupo de trabalho será formado por representantes das unidades orgânicas da SES.

Veja as unidades que compõem a força-tarefa:

  • Secretaria Adjunta de Assistência à Saúde
  • Subsecretaria de Atenção Integral à Saúde
  • Diretoria de Atenção à Saúde
  • Secretaria Adjunta de Gestão à Saúde
  • Coordenação de Atenção Especializada à Saúde
  • Coordenação de Especial de Gestão de Contratos de Serviço de Saúde
  • Coordenação de Atenção Secundária e Integração de Serviços
  • Complexo Regulador de Saúde
  • Assessoria Jurídico-Legislativa
  • Gerência de Serviços Cirúrgicos

Segundo o Grupo Brasileiro Câncer de Cabeça e Pescoço, o médico-cirurgião de cabeça e pescoço é um especialista no diagnóstico e tratamento dos tumores benignos e malignos que acometem a região da face, como as fossas nasais, seios paranasais, boca, lábios, faringe, laringe, tireoide, glândulas salivares e paratireoide. A especialidade de cabeça e pescoço não trata das doenças cerebrais, essas de responsabilidade dos neurologistas.

A criação da força-tarefa acontece após ação judicial movida pela Defensoria Pública do DF (DPDF). Segundo o órgão, em outubro de 2021, a rede pública brasiliense enfrentava demanda reprimida de 1.083 consultas e 1.097 solicitações de cirurgia de cabeça e pescoço.

“É uma das situações mais graves do DF. Porque a demanda reprimida dobrou em dois anos e aumenta mês a mês”, alertou do coordenador do Núcleo de Saúde da DPDF, Ramiro Sant’ana, à época.

Ainda segundo a Defensoria, os pacientes com classificação vermelha eram atendidos dentro dos prazos adequados, em pouco mais de um mês. Os demais não conseguiam tratamento no tempo certo. Pacientes amarelos aguardavam dois anos; verdes, por 4 anos; e azuis, por até seis anos, considerando as filas para consulta e cirurgia.

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