DF registra déficit de R$ 1,9 bilhão nos 4 primeiros meses de 2026

Os números foram apresentados pelo secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, durante uma reunião na CLDF, nessa quarta (27/5)

atualizado

metropoles.com

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1 de 1 reuniao-valdivino-cldf - Foto: Vinícius de Melo/SEEC-DF

O Distrito Federal teve um déficit de quase R$ 2 bilhões nos quatro primeiros meses deste ano. O número foi apresentado pelo secretário de Economia do DF, Valdivino de Oliveira, durante uma reunião na Comissão de Economia, Orçamento e Finanças da Câmara Legislativa (CEOF/CLDF), nesta quarta-feira (27/5).

De acordo com os números apresentados, o governo arrecadou R$ 13,4 bilhões no primeiro quadrimestre de 2026, no entanto, a despesa empenhada — quando um governo assume a garantia de pagamento de um produto ou serviço — chegou a R$ 15,3 bilhões no mesmo período, ou seja, o resultado orçamentário chegou a um déficit de R$ 1,9 bilhão.

Na prática, os gastos empenhados subiram 8,19% em relação ao mesmo período de 2025. Mas, segundo Valdivino, o caixa do GDF vai terminar o ano no azul. “Até dezembro, vamos chegar a um superávit de R$ 2 bilhões”, prometeu o secretário.

Durante a reunião, ele destacou que as medidas de contenção de gastos anunciadas já começaram a surtir efeito. Segundo Valdivino, o resultado primário nominal das contas públicas no primeiro quadrimestre apresentou melhora significativa: a previsão inicial era de déficit de R$ 1,7 bilhão, mas o período fechou com superávit de R$ 862 milhões.

Alguns gastos do GDF ao longo do primeiro quadrimestre estão dentro das metas preestabelecidas. A aplicação de recursos na gestão das áreas de educação e saúde, por exemplo, ficaram na casa dos 21% — dentro dos limites constitucionais, que é de 25% ao fim do exercício.

Na Saúde, o GDF investiu R$ 1,14 bilhão (o mínimo seria R$ 1,31 bilhão), registrando um déficit parcial e corrigível até dezembro. Na Educação, foram aplicados 21,75%, o que também exige monitoramento.

O montante da dívida corrente líquida (DCL) está no patamar de 13,22%, com ampla folga em relação ao que exige o limite estabelecido pelo Senado, de 200%. Os gastos com pessoal em relação à receita corrente líquida está em 40,45% – sendo que o limite prudencial é de 46,55%.

Ainda segundo os dados apresentados à Câmara Legislativa, o ICMS é o tributo que mais contribui para a arrecadação tributária do DF. Foram R$ 4,5 bilhões de janeiro a abril, com alta de 11,06% em relação ao realizado no mesmo período de 2025.

Das transferências correntes (da União) para o DF, o SUS foi responsável por R$ 556 milhões, numa alta de 36,6% em relação ao primeiro quadrimestre de 2025. Os fundos de participação (estados e municípios) trouxeram ao Tesouro distrital R$ 649,4 milhões.

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