DF: motorista de app reage a roubo após arma de bandido falhar

Vítima entrou em luta corporal com adolescente que anunciou roubo durante corrida de Taguatinga Sul para Samambaia

Felipe Menezes/Metrópoles

atualizado 15/02/2020 14:01

Mais um motorista de aplicativo viveu momentos de terror no Distrito Federal. A vítima, 25 anos, foi alvo de tentativa de latrocínio por volta das 23h dessa sexta-feira (14/02/2020) na QR 612 de Samambaia Norte.

O motorista pegou uma corrida da Vila Matias, em Taguatinga Sul, para Samambaia. Na altura da QR 612, a dupla de criminosos anunciou o roubo e mandou o condutor se deitar no chão. Em seguida, o suspeito de 17 anos efetuou um disparo na cabeça do homem.

Por sorte, a arma falhou. Neste momento, a vítima entrou em luta corporal com o adolescente e conseguiu desarmá-lo. O infrator fugiu com a namorada, deixando o aparelho celular cair. O que permitiu aos policiais identificá-lo. O rapaz tinha sido apreendido, em outra ocasião, por crime análogo ao tráfico de drogas. Ele tem diversas passagens.

O casal não foi localizado, apesar das buscas feitas pelos PMs. Os policiais encaminharam o celular do rapaz, um revólver calibre .38, com cinco munições intactas e uma deflagrada, para a 26ª DP (Samambaia).

Alvos de violência
Motoristas de aplicativo estão se tornando alvos constantes de bandidos. Somente este ano, quatro foram assassinados no Distrito Federal.

A vítima mais recente é  Túlio Russel César, 27, encontrado morto com um tiro na cabeça na estrada Vicinal (VC-311), no Sol Nascente, Ceilândia, no último domingo (09/02/2020).

Formado em direito pelo Centro Universitário Iesb, Túlio havia sido demitido da empresa em que trabalhava como caminhoneiro havia cerca de um mês. Foi então que resolveu alugar um carro, 10 dias antes do assassinato, para começar a ganhar dinheiro como motorista da Uber e da 99 Pop.

rapaz de 21 anos que foi preso um dia depois confessou ter matado Túlio. Em depoimento aos investigadores da 23ª Delegacia de Polícia (P Sul), o suspeito, que não teve o nome divulgado, afirmou que “estava louco de Rohypnol” no dia do crime. O remédio é de uso controlado e aplicado em golpes, como o Boa noite, Cinderela.

Em função da onda de violência, a Câmara Legislativa aprovou projeto que prevê, entre outras medidas, o botão do pânico para os motoristas de aplicativo do DF.

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