DF: menina de 15 anos que teve AVC é transferida para Hospital de Base

Jovem precisava de um hospital que realizasse dois procedimentos de alta complexidade no tratamento de uma malformação arteriovenosa (MAV)

atualizado

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1 de 1 Mãe-pede- transferência-de-filha-para-Hospital de Base - Foto: Material cedido ao Metrópoles

A adolescente Nycolle Gabriely Martins, 15 anos, foi transferida para o Hospital de Base, em Brasília (DF), neste sábado (24/1). A menina estava internada desde o dia 27 de dezembro no Hospital Estadual de Urgências de Anápolis Dr. Henrique Santillo (Heana), após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico.

No Hospital Base, a jovem terá uma avaliação da equipe médica, além da definição de conduta do tratamento. A adolescente precisa passar por procedimentos de alta complexidade no tratamento de uma malformação arteriovenosa (MAV) cerebral, sendo eles a embolização e abertura do crânio.

Segundo a mãe da jovem, a transferência era necessária pelo fato de que o hospital em que ela estava internada não realiza o procedimento de embolização, apenas a cirurgia do crânio.

No caso do Hospital de Base do Distrito Federal, ambos procedimentos são realizados na unidade. Ainda não há previsão de quando os procedimentos serão realizados.


AVC da jovem

  • Segundo a mãe, o quadro começou de forma repentina na madrugada do dia 27 de dezembro de 2025, por volta das 3h;
  •  A adolescente acordou com o lado direito do corpo paralisado e sem conseguir falar;
  • Ela foi levada inicialmente ao Hospital de Padre Bernardo em Goiás, onde os médicos solicitaram transferência imediata para Anápolis;
  • Ao dar entrada, exames mais detalhados, incluindo uma arteriografia, identificaram que a adolescente tem uma malformação arteriovenosa (MAV) de grau 4, considerada extensa, profunda e de alto risco;
  • A paciente foi encaminhada diretamente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permaneceu por seis dias e depois transferida para enfermaria da unidade, sob acompanhamento médico e neurológico

Como funciona o tratamento

De acordo com especialistas que avaliaram o caso, o tratamento indicado envolve dois procedimentos cirúrgicos complementares.

O primeiro é a embolização, técnica minimamente invasiva realizada por meio de um cateter introduzido pela virilha até o cérebro para conter o sangramento.

O segundo é a cirurgia de abertura do crânio, necessária para retirar a malformação e reduzir o risco de novos episódios hemorrágicos.

“O médico que fez o exame explicou que fazer apenas um dos procedimentos não resolve. Se fizer só a embolização, a malformação continua e ela pode voltar a sangrar a qualquer momento”, relatou a mãe.

A preocupação aumentou após a possibilidade de a adolescente receber alta hospitalar para aguardar uma cirurgia eletiva. Para a mãe, a medida representava um risco.

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