DF: menina atropelada não para de perguntar por mãe morta em acidente

Aline Silva morreu durante o acidente ocorrido no Núcleo Bandeirante. Garota de 2 anos deve ter alta nos próximos dias

Material cedido ao MetrópolesMaterial cedido ao Metrópoles

atualizado 14/05/2019 11:46

A menina de 2 anos e 11 meses atropelada por um ônibus escolar no Distrito Federal está se recuperando bem e deve receber alta do Instituto Hospital de Base do DF (HBDF) nos próximos dias. O pai, Anatólio Paiva, 25, disse que a criança ainda chama pela mãe, morta no acidente na terça-feira (07/05/2019).

“Ela fica perguntando: ‘Papai, cadê a mamãe?’. Está fantasiando que a mãe dela vai vir e trazer roupa de boneca e vestido de princesa para ela”, conta. “Eu sempre digo que a mamãe está descansando, que agora somos só nós dois”.

A mãe da criança, Aline Santos Silva, 30, morreu atropelada no Núcleo Bandeirante, em uma curva em frente à Paróquia São João Bosco, ao lado da 11ª Delegacia de Polícia. Ela retornava do trabalho, como doméstica, e havia buscado a filha de 2 anos e 11 meses na creche. As duas seguiam para casa e passavam por uma rua na Terceira Avenida da cidade quando foram atingidas por um ônibus escolar.

Equipes do Corpo de Bombeiros tentaram reanimar Aline, que apresentava parada cardiorrespiratória, mas ela não resistiu aos ferimentos. Já a menina está internada no Instituto Hospital de Base do DF (IHBDF).

Ainda segundo Anatólio, a filha comenta o acidente com frequência. “Ela sempre fica falando: ‘Ônibus pegou mamãe’. E eu sempre tento mudar de assunto. É muito doloroso. Psicológico está a mil”, relata. “Vamos ter que fazer acompanhamento psicológico para saber chegar nela e conversar sobre isso. Falar que a mamãe virou estrelinha e está lá em cima, junto com Deus. Mas está sendo muito doloroso”, disse o viúvo.

Durante o enterro realizado na quinta-feira (09/05/2019), o marido descreveu Aline como “supermãe, sempre alegre e sorridente”. “Foi uma notícia muito pesada. Quando me ligaram, estava ciente de que o pior tinha acontecido. Era a nossa primeira filha. Ela estava aproveitando cada momento, uma mãezona”, completou.

A criança fraturou duas costelas, teve traumatismo craniano leve e quebrou o pé esquerdo. Quando tiver alta, a pequena ainda precisará de ajuda no tratamento. A família relata grande dificuldade financeira, além do choque emocional depois do acidente. Interessados em ajudar podem depositar qualquer quantia na conta do pai da criança.

Caixa Econômica Federal:
Ag: 0688
Op: 013
Conta: 00018321-4
Anatólio Monteiro da Silva Neto Paiva
CPF: 111.817.696-04

Curva
A curva onde ocorreu o acidente é considerada perigosa pelos moradores. O tapume em volta da delegacia atrapalha a visão dos motoristas e de quem quer atravessar, não há faixa de pedestres no local e a calçada não cobre toda a rua. Depois da tragédia, a cerca começou a ser retirada. Segundo pessoas que trabalham nas proximidades, até a manhã desta terça-feira (14/05/2019), o tapume ainda não havia sido removido por completo.

 

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