DF: mãe de bebê sequestrado espera exame de DNA para receber alta

Pessoas que acompanharam o drama do sequestro deram presentes a Larissa e ao filho dela, que seguem internados no Hospital de Ceilândia

Material cedido ao MetrópolesMaterial cedido ao Metrópoles

atualizado 02/12/2019 13:46

Larissa de Almeida Ribeiro e o filho, Miguel Pietro, seguem internados no Hospital Regional de Ceilândia (HRC). Os dois estão lá desde a quinta-feira da semana passada (28/11/2019), quando o recém-nascido foi sequestrado. Eles esperam resultado do exame de DNA.

O teste é necessário para confirmar que Miguel é mesmo filho de Larissa, depois que ele foi levado do Hospital Regional de Taguatinga, onde nasceu. Mesmo com a certeza de todos os envolvidos, é preciso ter um certificado oficial.

O resultado deverá sair em cinco dias. Assim, os dois devem receber alta somente no sábado (07/11/2019).

Há outro motivo para a permanência de ambos no HRC. De acordo com a mãe de Miguel, após o sequestro, os pontos da cesária se romperam. Por isso, ela precisa tomar antibióticos.

Agora, ele dorme novamente agarrado à Larissa Almeida, a mãe de primeira viagem de 21 anos. Eles moram no Gama. Após o trauma sofrido na última quinta-feira (28/11/2019), madrugada em que Dayene dos Santos sequestrou o bebê, as pessoas que acompanhavam a história se sensibilizaram. Assim, muitos decidiram ajudar a família.

Imagens cedidas ao Metrópoles
Bercinho comprado pela família para o Miguel

Miguel ganhou ganhou um ensaio fotográfico de “mêsversário”. Também chegou até a família fraldas e roupas. “As pessoas viram o caso e ligaram doando”, contou Luana Soares Pereira Dama, companheira de Larissa, ao Metrópoles. De acordo com ela, a mãe de Miguel ainda está internada e sem previsão de alta.

Reunidos

Moradora do Gama, a cabeleireira Larissa passou mais uma noite bem perto da criança. “O que mais desejo é que a gente seja muito feliz, né? Que nada de ruim aconteça com a gente nunca mais. Estou muito feliz e quero voltar para casa logo”, destacou.

Sobre a sequestradora, identificada como Dayane dos Santos, 23, ela não demonstra mágoa. “Eu a perdoo. Porque agora sou mãe, tenho um pensamento, um sentimento diferente. Se ela fez isso, tem um motivo. Não sei se ela tem filho ou queria ter. Porque ela realmente queria ter um menino, mas não podia ser o meu, né? Ela tem que fazer o dela”, disse.

Dayane foi solta por determinação da Justiça na última sexta-feira (29/11/2019).

Miguel Pietro foi levado do HRT na madrugada de quinta-feira (28/11/2019) e achado horas mais tarde, após Dayane tentar dar entrada no HRC com a criança. “Fiquei muito angustiada durante as investigações. Meu sentimento depois de tudo o que se passou, neste momento, é de felicidade”, afirmou Larissa ao Metrópoles.

Foram seis horas de tensão após Miguel, com apenas 19 horas de vida, ser levado por uma mulher de jaleco. A suspeita teria visitado a mãe do recém-nascido às 3h e levado o bebê para supostamente fazer exame de glicemia. No entanto, não o devolveu.

Dayane perdeu um filho em agosto deste ano. Ela continuou tentando engravidar e, recentemente, o teste deu negativo. A acusada retirou o bebê do hospital dentro de uma sacola. Foi presa ao tentar entrar no HRC como se fosse a mãe de Miguel.

Modus operandi 

Dayane entrou no HRT por volta das 15h de quarta-feira (27/11/2019) e se identificou como visitante para conseguir o acesso à unidade de saúde. Cursando faculdade de fonoaudiologia, usou um jaleco para despistar os profissionais do hospital e se passar por enfermeira.

Ela permaneceu dentro do local por 12 horas até conseguir uma mãe que estivesse sozinha. Falou com várias até encontrar Larissa.  Assim como a unidade de saúde onde o bebê estava internado, nenhum hospital público tem câmeras de segurança. Após o episódio, a Secretaria de Saúde disse que há um projeto em andamento para implantação de uma central de monitoramento de toda rede pública.

“Houve falha do hospital. É necessário tomar medida de maior controle da saída de pessoas, como a instalação de câmeras e revistas na saída”, destacou o delegado Luiz Henrique Sampaio, da Divisão de Repressão a Sequestros (DRS), responsável pelo caso. Segundo ele, Dayane confessou o crime e disse estar arrependida.

 

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