DF: falhas na sede da Justiça Federal facilitam entrada de escorpiões

Inspeção da Vigilância Sanitária verificou que problemas no edifício favorecem o acesso de animais. Órgão recomenda reparos

Reprodução/Google

atualizado 27/09/2019 8:03

A Vigilância Sanitária identificou diversos pontos no Edifício Sede 2, da Justiça Federal no DF, que favorecem a entrada de escorpiões e baratas. Inspeções realizadas nos Blocos G e D, no Setor de Autarquias Sul, apontam ainda o risco de focos do mosquito Aedes aegypti. Os agentes encontraram luminárias abertas, má fixação de espelhos e tomadas, materiais armazenados de forma incorreta, caixa de fios aberta, buracos no teto e paredes, entre outros problemas.

O órgão recomendou a adoção de medidas preventivas a fim de evitar o aparecimento de escorpiões e vetores de doenças, como baratas, mosquitos e roedores. “O escorpião amarelo, espécie Tityus serrulatus, adaptou-se muito bem aos abrigos urbanos, representados pelas caixas de esgoto, de telefones, de luz e outros locais que reúnem condições ideais de umidade, temperatura, luminosidade e oferta de alimentos que possibilitem sua permanência”, diz a inspeção.

As vistorias foram realizadas a pedido do juiz federal ltagiba Catta Preta Neto. Em ofício enviado à Secretaria de Saúde, ele demonstrou preocupação com as mortes ocorridas no DF devido à dengue e aos incidentes envolvendo escorpiões.

“Os servidores desta seção judiciária relatam a presença de mosquitos no ambiente laboral. Há também incidentes envolvendo escorpiões. Solicito os bons préstimos no sentido de providenciar vistoria”, pede o magistrado.

Durante as vistorias, foram encontradas algumas irregularidades, como:

  • Aberturas na parte elétrica;
  • Canaletas e ralos sem telas;
  • Ausência de luminárias em alguns locais;
  • Abertura no forro;
  • Material mal-acondicionado no almoxarifado.

Veja fotos:

0

Como solução, a Vigilância Sanitária sugeriu que sejam fechadas as aberturas na luminária, no forro, no ar-condicionado, no registro do filtro e na caixa de distribuição.

Além disso, sugeriu a fixação de espelhos de tomadas, evitando, assim, a passagem ou o abrigo dos escorpiões. No caso do controle de baratas, recomendou-se o uso de formulações sólidas de veneno (gel ou pó).

Nos dias 2 e 3 de outubro, serão realizadas palestras para abranger assuntos como: arboviroses, animais peçonhentos, ratos, escorpiões e morcegos. A Vigilância Sanitária ainda informou que, há três meses, foi feita desratização nos mesmos locais.

Procurada pela reportagem, a Justiça Federal não havia se manifestado até a última atualização deste texto.

Últimas notícias