DF: balanço mostra que março teve o menor índice homicídios em 22 anos
No trimestre, a redução chegou a 35,3%, o que significa 48 vidas poupadas no período, segundo a Secretaria de Segurança Pública do DF
atualizado
Compartilhar notícia

Levantamento realizado pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) mostra que março teve o menor número de vítimas de homicídios para o mês em 22 anos. O balanço também inclui latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Apenas no primeiro trimestre deste ano, a redução chegou a 35,3%, o que significa 48 vidas poupadas no período.
“Em 2019, antes da pandemia, tivemos a menor taxa de vítimas de homicídio dos últimos 35 anos. Isso mostrou que a estratégia estava dando certo, mas precisávamos avançar. Em 2020, superamos esse recorde com a menor taxa dos últimos 41 anos, mesmo diante das incertezas da pandemia. Continuamos nos aperfeiçoando, com estipulação de metas até o fim de 2022 e avaliação contínua de resultados, para, assim, conseguirmos manter as reduções significativas do ano passado”, enfatizou o secretário de Segurança Pública, delegado Júlio Danilo.
Nos primeiros três meses de 2020, o DF teve 116 vítimas de homicídios e, no mesmo período deste ano, 82, uma queda de 29%. Houve também redução de quase 30% nas tentativas desse tipo de delito, de 212 para 149 registros. Com relação ao latrocínio, a queda foi de 70%, no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado.
“O alto percentual de resolução de crimes contra a vida da Polícia Civil foi muito importante nesse processo. A identificação e a prisão de autores impacta na incidência desse tipo de crime, pois impede que esses criminosos reincidam ou mesmo sejam vítimas”, avaliou Danilo.
O secretário também destacou a intensificação da operação integrada Quinto Mandamento, que realizou 3 mil abordagens a pessoas e mais de 700 a veículos nos primeiros três meses de 2021. “A intenção da operação é simples: preservar o maior bem do ser humano, que é a vida. Para isso, focamos nossas ações em locais, dias e horários críticos para coibir o tráfico de drogas e para retirar armas ilegais das ruas, crimes que têm relação direta com os homicídios”, explicou.
Para o diretor-geral da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), delegado Robson Cândido, a alta capacidade técnica dos policiais e os investimentos em tecnologia e inteligência são essenciais para a efetividade das investigações.
“Temos um plantão especializado, voltado somente à preservação de locais de crimes. Isso nos permite produzir conhecimento qualificado para pautar nossa atuação. Toda delegacia tem, hoje, um protocolo de atuação que define prioridades e procedimentos das investigações. Temos uma PCDF capacitada, que vem garantindo alto índice de condenações de criminosos”, disse Cândido.
Ações integradas
O comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal, coronel Márcio Vasconcelos, ressalta que as diversas operações integradas, como a Vita Salutem e a Quinto Mandamento, foram muito importantes também para a redução de quase 35% nos crimes de roubos a comércio, a pedestre, em transporte coletivo, de veículo, a residência e o furto em veículo.
“Ter as forças de segurança e outros órgãos trabalhando de forma integrada foi primordial para o DF atingir números tão importantes de redução da criminalidade. A Polícia Militar sempre foi e sempre será uma parceira nas ações de combate e prevenção do crime. Continuaremos integrados a outros órgãos nesse esforço conjunto de promover a segurança e o bem-estar da população”, destacou o comandante.
A maior queda apresentada nos crimes contra o patrimônio foi de furto em veículo, que chegou a 38,5%. Na sequência, aparece o roubo em transporte coletivo (-36,7%), roubo a pedestre (- 34,6%), roubo de veículo (- 30,8%), roubo em comércio (- 29,5%) e roubo a residência, que registrou redução de 12,5%.
“A queda nesses tipos de crime representa 3,7 mil roubos e furtos a menos no Distrito Federal. São crimes que impactam diretamente na sensação de segurança da população. A Polícia Militar e as demais forças de segurança têm o desafio de manter esses crimes em queda e, se for possível, baixar ainda mais. Com muito trabalho, coordenação e inteligência, vamos conseguir”, ressaltou Vasconcelos.
