Desenhos bíblicos: deputado distrital critica reclassificação de idade.
O distrital Pastor Daniel de Castro (PP) afirmou que a medida do MJSP é um “desrespeito” com os evangélicos do país

O deputado distrital Pastor Daniel de Castro (PP) criticou a medida do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), que mudou a classificação do programa Records Kids: Desenhos Bíblicos, exibido pela TV Record, passando de Livre para não recomendada para menores de 12 anos. Após a polêmica, o Ministério da Justiça recuou e voltou a classificação indicativa como livre para os desenhos.
Veja:
Durante a sessão ordinária da Câmara Legislativa (CLDF), o parlamentar disse que, para o governo federal, a cena de novela e um desenho bíblico e o desfile de escola de samba têm o mesmo nível de violência. “Isso nos faz perceber que o problema, na verdade, não é o conteúdo, mas a natureza do desenho”, afirmou.
“Lá (desenho bíblico), está contando a história de um menino que foi vendido como escravo e se tornou o governador do Egito. Aqui (trecho de novela) está ensinando agressão às mulheres, é um homem batendo numa mulher”, comparou.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DF“Essa medida do governo Lula é um desrespeito com essa parcela da sociedade (cristãos) que, inclusive, muitos deles votaram no atual presidente”, criticou Daniel de Castro.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF
Frequência de envio: Diário
Ver todasEntenda
A medida gerou polêmica e foi usada por parlamentares da oposição para alegar censura do governo federal contra produções evangélicas.
No entanto, segundo o MJSP, a alteração fundamentou-se em análises técnicas do órgão federal que identificaram quatro descritores de conteúdo específicos nas animações: atos criminosos, drogas lícitas, violência e estigma ou preconceito.
Atualmente veiculada aos domingos, a partir das 9h, no bloco infantil da emissora, a atração recebeu a recomendação de ser exibida a partir das 20h caso seja apresentada em TV aberta.
A medida não obriga a mudança no horário da exibição. Em 2016, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu julgar inconstitucional a regra que obriga as emissoras de televisão a veicular programas de acordo com o horário estabelecido pela classificação indicativa.
Segundo a maioria dos ministros, a imposição prévia de horário para exibição das atrações é ilegal por tratar-se de censura prévia à programação das TVs.
Com a decisão da Suprema Corte, as emissoras continuam sendo obrigadas a exibir caracteres sobre classificação dos programas, mas apenas de forma informativa, podendo veicular os programas no horário que entenderem.
Após a polêmica, o Ministério da Justiça recuou e assumiu que a reclassificação da idade para os desenhos foi um erro. A notícia foi dada em primeira mão pelo colunista Matheus Leitão.
