Defesa Civil avaliará nesta terça se libera prédio que caiu no DF

O órgão não liberará completamente o acesso à estrutura, apenas um profissional deve entrar e retirar pequenos pertences de moradores

atualizado 10/01/2022 18:00

Hugo Barreto/Metrópoles

A equipe de monitoramento do prédio que caiu parcialmente em Taguatinga Sul na última quinta-feira (6/1) utilizou drones para vistoriar a estrutura da edificação nesta segunda-feira (10/1). Na terça-feira (11/1), a Defesa Civil decidirá se o prédio será liberado para que profissionais possam resgatar pequenos pertences.

A informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros do Distrito Federal e pela Defesa Civil. A princípio, a estrutura seria interditada por 72h, mas o prazo foi estendido. Engenheiros da Novacap ainda analisarão as imagens coletadas pelo drone a fim de avaliar o impacto das águas das chuvas no prédio.

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Também nesta terça-feira (11/1), a Defesa Civil liberará parte da área em frente ao prédio para o Detran-DF refazer o balizamento e para o SLU limpar.

Defesa Civil descarta liberar prédio que caiu no DF: “Afundando”

Ainda não há prazo definido para que a guarnição do Corpo de Bombeiros entre no edifício a fim de resgatar pequenos pertences de moradores. Neste meio tempo, qualquer pessoa continua impedida de entrar no local.

Na manhã desta segunda-feira, a Defesa Civil divulgou que o prédio afundou 4 metros e inclinou 50 centímetros para frente. Toda a estrutura continua instável.

Registro de ocorrências

Ao menos, 11 moradores do prédio, que caiu parcialmente em Taguatinga Sul, foram à 21ª Delegacia de Polícia nesta segunda-feira (10/1). De acordo com o delegado, até o momento foram registrados dois boletins de ocorrência.

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“Quem quiser registrar o próprio [BO] não tem problema. Para facilitar as buscas, e até a localização dos moradores. Depois eles podem unir tudo em uma ocorrência só”, explica.

Cristiane Nascimento, 43 anos, resolveu esperar até a data limite da Defesa Civil para ver se conseguiria reaver os pertences. “A gente entende que o prejuízo é grande, mas ninguém quer se aproveitar da situação. Como [os pertences] não vão ser retirados por agora, a gente tem que começar a ver a parte jurídica. Que é registrar uma ocorrência e procurar um advogado”, conta.

Cristiane Nascimento, 43 anos, é uma das moradoras que perdeu tudo após prédio desabar parcialmente

Segundo a moradora, a Defesa Civil fará a desocupação do imóvel ao lado (amarelo) antes de avaliar a situação da estrutura que cedeu parcialmente.

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Apoio às vítimas

O responsável pelo prédio divulgou um comunicado, na tarde desse domingo (9/1), para informar que prorrogou o prazo de permanência das famílias que moravam no edifício para que fiquem nos hotéis custeados por ele, pelo menos até a próxima quarta-feira (12/1).

Segundo o administrador de Taguatinga, Bispo Renato, as forças de segurança do GDF continuarão trabalhando em apoio às vítimas. “Nós vamos contar com a colaboração da população, inclusive com alimentos”, espera.

Os postos do CBMDF e da Defesa Civil servirão de ponto de apoio a fim de recolher doações para os moradores.

Além disso, uma das moradoras disponibilizou o endereço QSE 7, Casa 35, rua do CEF 10, em Taguatinga, para receber doações. Pelo PIX (61) 98408-6817 (celular) também é possível ajudar. Também são aceitos móveis e utensílios domésticos.

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Prédio irregular

O prédio que desabou em Taguatinga Sul não tinha alvará de construção ou carta de Habite-se, portanto, era irregular. A informação foi confirmada pelo Governo do Distrito Federal ao Metrópoles.

Ainda segundo o GDF, a obra não foi autorizada pela Central de Aprovação de Projetos da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), e sequer houve solicitação de licenciamento para o projeto.

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