DCE da Universidade de Brasília sob nova direção

A chapa Todas as Vozes obteve 7.017 votos, contra 4.809 da Aliança pela Liberdade, que reúne a atual gestão

atualizado

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1 de 1 unb dce - Foto: Felipe Menezes/Metrópoles

O Diretório Central dos Estudantes (DEC) da Universidade de Brasília (UnB) está sob nova direção. Depois de cinco anos comandada pela chapa “Aliança pela Liberdade”, considerada conservadora, a entidade retorna aos grupos de esquerda, com a chapa “Todas as Vozes”. O grupo vencedor obteve 7.017 votos, contra 4.809 da chapa derrotada.

Com a nova gestão, as políticas do diretório devem dar uma guinada às causas sociais e das minorias. É o que afirma a estudante de ciência política Luiza Calvette, 22 anos, que faz parte da chapa vencedora: “Ficamos muito felizes com a vitória e entendemos a importância deste resultado para a universidade. Derrotamos uma chapa privatista e que se calou diante dos ataques recentes à Educação. Agora, pretendemos fazer uma gestão mais aberta e participativa”, afirma.

De acordo com a estudante, a principal proposta da chapa é “tornar o DCE mais democrático”. Outros temas de grande importância para os novos comandantes do diretório são a resistência a medidas recentes anunciadas pelo governo federal no âmbito da Educação; a melhoria da segurança nos campi da universidade, principalmente no período noturno; e a consolidação do orçamento da assistência estudantil.

A “Todas as Vozes” também pretende regulamentar os espaços utilizados para festas na UnB e realizar eventos que promovam a arte e cultura na instituição, além de criar uma ouvidoria do próprio DCE para apurar casos de assédio e preconceito. A questão das minorias também deve ganhar espaço na nova gestão. “Junto com movimentos de mulheres, negros e LGBTs, queremos promover debates”, afirma Luiza Calvette.

Aliança
O resultado das eleições para o DCE foi divulgado nesta sexta-feira (7/4), mas só será confirmado oficialmente no dia 11. Até lá, pode haver recontagem dos votos. Mesmo após apontar supostas falhas durante o processo eleitoral, representantes da chapa derrotada, a “Aliança pela Liberdade”, afirmam que o grupo não pretende entrar com recursos administrativos ou judiciais contra o resultado das eleições.

“Vamos respeitar o resultado das urnas, que foi expressivo”, explica o estudante de direito Bruno Henrique de Moura, 20 anos, membro da “Aliança pela Liberdade”. Segundo o jovem, os companheiros de chapa ainda não se reuniram para fazer uma análise fria sobre o desfecho das eleições. “Ainda nem conseguimos dormir”, conta.

No entanto, o estudante aproveita para defender o grupo de acusações feitas por opositores. “Não queremos privatizar a UnB, nem fazer com que os estudantes tenham que pagar para frequentá-la. Mas estamos sempre interessados no melhor para a Universidade e se essa perspectiva está do lado de entidades privadas, estaríamos dispostos a fazer uma conexão”, explica.

Por fim, Bruno de Moura assegura que os ideais da “Aliança pela Liberdade” continuarão a ser defendidos na universidade e exalta as conquistas realizadas pela chapa nos últimos cinco anos: “Conseguimos a sala de estudos, o posto do Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee), o posto do DFTrans. Foi uma gestão de realizações pragmáticas. Cumprimos o que prometemos e não prometemos o que não podíamos cumprir”.

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