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Em toda metrópole que se preze, o centro da cidade é sinônimo de atração turística. Brasília ainda engatinha nesse sentido, mas bem no coração underground da capital, um evento se firma como opção obrigatória de passeio: a Feira de Vinil do Conic.

O evento volta à cena no sábado (10/11), das 10h às 19h. Serão cerca de 15 mil bolachões à venda. Os LPs vão desde raridades do jazz, blues, reggae, heavy metal, eletrônico e soul, passando pelos clássicos do rock e música brasileira, até as promoções de R$ 5 e R$ 10.

Também estarão à venda livros, DVDs, fitas cassete. “As pessoas estão mais interessadas do que nunca no espírito analógico, em ouvir música de verdade, passear pelas ruelas e tomar uma cerveja nas esquinas do Conic”, comenta João Marcondes, da Marcondes & Co, um dos expositores do evento.

O historiador Luiz Eduardo Bacural, de 40 anos, percorrerá os quase 200 quilômetros que separam Brasília de Goiânia, onde vive, para garimpar raridades, curtir o ambiente alternativo do Conic e também vender seus discos. “Não perco uma”, diz. O vinil é seu hobby preferido e segunda atividade profissional. “A feira traz uma experiência de urbanidade que Brasília raramente oferece”, explica.

Por “urbanidade”, entenda-se as lojas de arte, camisetas, instrumentos musicais, quadrinhos, galerias, lanchonetes e cafés. “A feira tem vocação democrática, vemos aqui um público sedento por experiências fora do eixo shopping, parques, baladas tradicionais de Brasília”, explica Kaká Guimarães, do SubDulcina, um dos organizadores do evento, que completa três anos e tem público médio de mil pessoas por edição.

Serão reunidas as principais lojas de Brasília, como a Funhouse Discos, Marcondes & Co, Givaldo Discos, Filial do Rock, Bacural Discos (Goiânia) além de pocket show da banda Marambaya (rock e música brasileira), além de cerveja artesanal, comidinhas e, claro, DJs tocando só vinil.

“É um ambiente alternativo, muito sadio, perfeito para passear, levar a família, fazer compras fora do óbvio, privilegiando o comércio independente e de pequenos empresários”, conclui o historiador Luiz Bacural.