Corpo de fotojornalista Dida Sampaio é sepultado nesta 2ª (28/2)
Enterro de um dos maiores fotojornalistas do Brasil ocorreu no cemitério da Asa Sul nesta manhã. Familiares e amigos homenagearam Dida

Dezenas de familiares e amigos de Dida Sampaio, 53 anos, compareceram na manhã desta segunda-feira (28/2) no cemitério da Asa Sul, em Brasília, para se despedirem do fotojornalista que faleceu na última sexta (25).
O velório ocorreu na capela 7 e os presentes no local vestiram branco a pedido da família, como forma de lembrá-lo como uma pessoas que “espalhou luz e esperança no exercício da vida e da profissão” de jornalista.
Balões de mesma cor foram distribuídos a quem acompanhava o enterro para que fossem soltados ao mesmo tempo.
https://youtu.be/5YUcz1VvLxM
Desde o dia 11 de fevereiro, ele estava internado no Hospital Brasília, na capital federal, depois de passar mal com o rompimento de um aneurisma cerebral.
Dida foi submetido a cirurgias e, segundo informações divulgadas pela família, chegou a apresentar reações positivas ao longo da semana. No entanto, o quadro cerebral se agravou e ele não resistiu.
Dida deixa a mulher, Ana Sampaio, duas filhas, Raissa e Gabriela; um filho, Fellipe, e cinco netos.
A morte de Dida consternou o meio jornalístico de Brasília. Muito querido, Dida era conhecido por sua generosidade principalmente com profissionais que se iniciam na cobertura política na capital.
Prêmios
Repórter do jornal O Estado de S.Paulo, Dida foi vencedor de dois prêmios Esso e três Vladimir Herzog, as premiações de maior prestígio do jornalismo nacional.
Nascido no Ceará, Dida atuou como fotógrafo de importantes veículos de imprensa durante os governos de Fernando Collor (1990), Fernando Henrique (1995 e 1999), Luiz Inácio Lula da Silva (2003 e 2007), Dilma Rousseff (2011 e 2015), Michel Temer (2016-2018) e Jair Bolsonaro (2019).
Durante sua vida profissional, cobriu os Três Poderes em Brasília, mas também é autor de imagens memoráveis em reportagens especiais pelo país e pelo mundo.
Em sua vida de repórter fotográfico, em Brasília, também enfrentou recentemente agressões de bolsonaristas, que chegaram a expulsá-lo de manifestações com com gritos, chutes, murros e empurrões.
Além do Estadão, Dida também trabalhou no Jornal de Brasília e no Correio Braziliense.

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