Sepultamento do fotógrafo Dida Sampaio será nesta segunda-feira
A família de um dos mais importantes fotojornalistas do país sugeriu que as pessoas usem branco como forma de homenageá-lo na cerimônia

A família do fotógrafo Dida Sampaio marcou para esta segunda-feira (28/2) o velório e o sepultamento dele, no Campo da Esperança, na Asa Sul.
O velório está marcado para ocorrer de 8h às 10h30 na capela 7. Em comunicado divulgado neste domingo (27/2) a família sugeriu que as pessoas compareçam usando roupas brancas, como forma de lembrá-lo como uma pessoas que “espalhou luz e esperança no exercício da vida e da profissão” de jornalista.
Dida morreu na última sexta-feira (25/2), aos 53 anos, em Brasília. Desde o dia 11 de fevereiro, ele estava internado no Hospital Brasília, na capital federal, depois de passar mal com o rompimento de um aneurisma cerebral.
Dida foi submetido a cirurgias e, segundo informações divulgadas pela família, chegou a apresentar reações positivas ao longo da semana. No entanto, o quadro cerebral se agravou e ele não resistiu.
Dida deixa a mulher, Ana Sampaio, duas filhas, Raissa e Gabriela; um filho, Fellipe, e cinco netos.
A morte de Dida consternou o meio jornalístico de Brasília. Muito querido, Dida era conhecido por sua generosidade principalmente com profissionais que se iniciam na cobertura política na capital.
Prêmios
Repórter do jornal O Estado de S.Paulo, Dida foi vencedor de dois prêmios Esso e três Vladimir Herzog, as premiações de maior prestígio do jornalismo nacional.
Nascido no Ceará, Dida atuou como fotógrafo de importantes veículos de imprensa durante os governos de Fernando Collor (1990), Fernando Henrique (1995 e 1999), Luiz Inácio Lula da Silva (2003 e 2007), Dilma Rousseff (2011 e 2015), Michel Temer (2016-2018) e Jair Bolsonaro (2019).
Durante sua vida profissional, cobriu os Três Poderes em Brasília, mas também é autor de imagens memoráveis em reportagens especiais pelo país e pelo mundo.
Em sua vida de repórter fotográfico, em Brasília, também enfrentou recentemente agressões de bolsonaristas, que chegaram a expulsá-lo de manifestações com com gritos, chutes, murros e empurrões.
Além do Estadão, Dida também trabalhou no Jornal de Brasília e no Correio Braziliense.

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