Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Distrito Federal

Corpo de advogado não apresenta lesões e reforça tese de acidente no lago

Exames de médicos legistas indicam que Carlos Eduardo não apresentava fraturas ou marca de violência. Policiais apuram o horário da morte

05/08/2020 13:30, atualizado 05/08/2020 16:22
Compartilhar notícia
Reprodução/Redes sociais
Carlos Eduardo Marano, advogado desaparecido no Lago Paranoá

O corpo do advogado Carlos Eduardo Marano Rocha, de 41 anos, passou por exames no Instituto de Medicina Legal (IML) na manhã desta quarta-feira (5/7). O Metrópoles apurou que os médicos legistas não encontraram nenhuma lesão que possa invalidar a principal linha de investigação da 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul), a de que ocorreu um acidente.

O corpo não tem fraturas, lesões ou qualquer marca de violência. Os policiais ainda apuram o horário da morte. Investigadores ouvidos pela reportagem afirmam que os elementos colhidos até agora confirmam que o advogado caiu do barco e morreu por afogamento.

Os depoimentos prestados na delegacia são harmônicos e não há versões divergentes. Também não há previsão de reinquirir as testemunhas. No entanto, o fato que chama a atenção da polícia é que ninguém viu a hora em que o advogado caiu na água, ponto que causa revolta nos familiares.

O celular de Carlos Rocha foi apreendido e está sendo periciado. O objetivo é encontrar informações sobre desavenças ou até mesmo chegar a alguém que pudesse querer fazer algum mal a ele, possibilidade, entretanto, considerada remota pelas autoridades. As embarcações também foram periciadas na manhã desta quarta-feira (5/7). Todos os laudos serão encaminhados à 10ª DP.

Exames toxicológicos e de alcoolemia foram solicitados ao IML. Porém, segundo a polícia, não é possível garantir se algo será identificado devido ao estado de putrefação do cadáver.

Quatro dias de busca

O cadáver foi localizado no Lago Paranoá no início da noite dessa terça-feira (4/8), perto do clube Cota Mil. Pelas vestimentas, a família confirmou que se trata do advogado. A vítima foi levada para a margem, e os parentes fizeram o reconhecimento oficial.

Carlos Eduardo estava desaparecido desde o último sábado (1º/8), após supostamente ter caído de uma lancha. Os militares do Corpo de Bombeiros do DF (CBMDF) procuravam pistas desde o primeiro dia.

Corpo de advogado não apresenta lesões e reforça tese de acidente no lago - destaque galeria
12 imagens
Ao todo, 22 militares atuaram nas investigações desta terça-feira (4/8)
Bacco, cão farejador do CBMDF, participou no quarto dia de buscas pelo advogado desaparecido no Lago Paranoá
Mergulhadores participaram da operação
Jet-skis, botes salva-vidas, helicóptero e até sonar (foto) foram utilizados
Bacco, cão farejador do CBMDF, participa no quarto dia de buscas pelo advogado desaparecido no Lago Paranoá
Bombeiros localizaram o corpo do advogado do DF
1 de 12

Bombeiros localizaram o corpo do advogado do DF

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Ao todo, 22 militares atuaram nas investigações desta terça-feira (4/8)
2 de 12

Ao todo, 22 militares atuaram nas investigações desta terça-feira (4/8)

Bacco, cão farejador do CBMDF, participou no quarto dia de buscas pelo advogado desaparecido no Lago Paranoá
3 de 12

Bacco, cão farejador do CBMDF, participou no quarto dia de buscas pelo advogado desaparecido no Lago Paranoá

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Mergulhadores participaram da operação
4 de 12

Mergulhadores participaram da operação

Jet-skis, botes salva-vidas, helicóptero e até sonar (foto) foram utilizados
5 de 12

Jet-skis, botes salva-vidas, helicóptero e até sonar (foto) foram utilizados

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Bacco, cão farejador do CBMDF, participa no quarto dia de buscas pelo advogado desaparecido no Lago Paranoá
6 de 12

Bacco, cão farejador do CBMDF, participa no quarto dia de buscas pelo advogado desaparecido no Lago Paranoá

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Irmã do advogado que estava desaparecido
7 de 12

Irmã do advogado que estava desaparecido

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Corpo de advogado não apresenta lesões e reforça tese de acidente no lago - imagem 8
8 de 12

Reprodução
Corpo de advogado não apresenta lesões e reforça tese de acidente no lago - imagem 9
9 de 12

Reprodução/Redes sociais
Corpo de advogado não apresenta lesões e reforça tese de acidente no lago - imagem 10
10 de 12

Reprodução/Redes sociais
Corpo de advogado não apresenta lesões e reforça tese de acidente no lago - imagem 11
11 de 12

Reprodução/Redes sociais
Carlos Eduardo Marano foi visto pela última vez no sábado (1º/8)
12 de 12

Carlos Eduardo Marano foi visto pela última vez no sábado (1º/8)

Reprodução/Redes sociais

Das 12 pessoas que estavam na lancha, oito foram ouvidas pela polícia. Caso a PCDF comprove que ocorreu, de fato, um acidente, é possível que não haja responsabilização criminal por falta de nexo de casualidade, explicou um dos investigadores à reportagem.

Quem é

Carlos Eduardo era carioca e trabalhava para o escritório paulista Leite, Tosto e Barros Advogados. Ele era separado, não deixa filhos e morava no Noroeste. O advogado cuidava das áreas de agências reguladoras, consumidor, resolução de conflitos e contencioso estratégico em tribunais superiores.

Ele tinha experiência profissional de 14 anos, mais especificamente sobre direito obrigacional, contratual, bancário, além de ter expressiva prática na realização de auditorias. Formou-se em direito pelo Centro Universitário Euro-Americano (Unieuro) e fez pós-graduação em direito civil e processual civil pela Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, e em direito público pela Fortium Cursos Jurídicos, no DF.

Um vídeo mostra o advogado antes de ele desaparecer.

Confira as imagens:

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters