Coronavírus? Decreto não afasta clientes de bares em Brasília

GDF pediu aos estabelecimentos que adotem distância mínima de 2 metros entre as mesas e que pessoas evitem grandes aglomerações

atualizado

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Os bares e restaurantes do Distrito Federal ainda não sentiram o impacto do decreto publicado pelo governo local, que pede aos brasilienses que evitem locais com grande aglomeração de pessoas por risco de contágio do novo coronavírus.

Acostumados com o grande movimento ao final da semana, os estabelecimentos comerciais continuavam cheios na noite desta quinta-feira (12/03). Segundo o decreto, os bares e restaurantes deveriam “observar na organização de suas mesas a distância mínima de dois metros entre elas”.

A novidade logo foi notada pelos frequentadores. “Só separaram as mesas, mas a dinâmica do atendimento continua a mesma”, reforçou a empresária Rosana Rocha, em um bar na Asa Sul.

“Mas minha rotina em casa mudou. Tenho tentado evitar contato direto com as pessoas e ando sempre com um álcool em gel na bolsa. Com minha mãe idosa, a gente precisa ficar mais precavido mesmo da contaminação”, continuou.

A bancária Elizabete Calisto foi outra a ter a rotina alterada pela chegada da doença. “A gente sente mais em casa, com os filhos sem poder ir para a aula, viagens sendo canceladas, shows planejados que estão sendo suspensos”, afirmou.

No Sudoeste, o movimento também era grande na noite desta quinta.

https://youtu.be/-a3dUb6F3yE

Orientações

Ao Metrópoles, Jael Antônio da Silva, presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes e Bares de Brasília (Sindhobar) disse que a entidade está orientando os estabelecimentos da cidade a cumprir o decreto que determina distância de 2 metros entre as mesas.

No entanto, ele considera que, muitas vezes, o problema é o próprio consumidor. “O cliente, às vezes, quer juntar mesa, chega em conjunto. E o que você pode fazer? Nada”, salientou. Ele avalia que a mudança pode levar o comércio a perder clientes por conta de “uma insegurança que está sendo passada às pessoas”.

“Acho que está sendo um pouco demais, porque a gente não tem informações que indicam que é necessária uma medida como essa. Mas como já foi decretada, a gente tem que cumprir”, afirmou.

Ainda segundo Sila, o comércio se preocupa com o coronavírus, “mas essa medida é um dano financeiro para bares e restaurantes, porque afasta o cliente pela insegurança que causa. O problema é que falta informação correta para entendermos por que tomar essa decisão”, destacou.

Vale lembrar que não há punição prevista para os locais que descumprirem a determinação do GDF.

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