Contra feminicídio, cruzes são expostas na Esplanada dos Ministérios

Protesto realizado na manhã desta terça-feira chama atenção para o número de feminicídios no Brasil e pede justiça por Daniella Pelaes

atualizado

metropoles.com

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Ana Clara de Lima / Metrópoles
protesto feminicídio,
1 de 1 protesto feminicídio, - Foto: Ana Clara de Lima / Metrópoles

Um protesto contra o feminicídio tomou conta do gramado da Esplanada dos Ministérios, diante do Congresso Nacional, na manhã desta terça-feira (9/6). Dezenas de cruzes com nomes e datas de nascimento e assassinato de mulheres brasileiras foram colocados no local.

Contra feminicídio, cruzes são expostas na Esplanada dos Ministérios - destaque galeria
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Cruzes com nomes de vítimas como Marielle Franco e Eliza Samudio também foram expostos
Dezenas de placas foram colocadas com os nomes de vítimas do feminicídio
Protesto foi organizado pela família de Daniela Pelaes
Daniella Pelaes, de 46 anos, foi morta a facadas, dentro de casa ao lado dos filhos
Maria do Socorro e Beth Pelaes, mãe e irmã de Daniella
Cemitério a céu aberto na Esplanada chama atenção para o número de feminicídios
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Cemitério a céu aberto na Esplanada chama atenção para o número de feminicídios

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Cruzes com nomes de vítimas como Marielle Franco e Eliza Samudio também foram expostos
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Cruzes com nomes de vítimas como Marielle Franco e Eliza Samudio também foram expostos

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Dezenas de placas foram colocadas com os nomes de vítimas do feminicídio
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Protesto foi organizado pela família de Daniela Pelaes
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Protesto foi organizado pela família de Daniela Pelaes

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Daniella Pelaes, de 46 anos, foi morta a facadas, dentro de casa ao lado dos filhos
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Daniella Pelaes, de 46 anos, foi morta a facadas, dentro de casa ao lado dos filhos

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Maria do Socorro e Beth Pelaes, mãe e irmã de Daniella
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Maria do Socorro e Beth Pelaes, mãe e irmã de Daniella

Imagem cedida ao Metrópoles

Entre os nomes em destaque está o de Daniella Pelaes, morta aos 46 anos, pelo ex-marido em um condomínio no Jardim Botânico. O crime foi registrado em maio de 2024. O protesto foi organizado pela família de Daniella, que mora no Amapá, mas está na capital por conta do júri do acusado Janilson Quadros de Almeida, que será realizado nesta quarta-feira (10/6).

A mãe de Daniella, Maria do Socorro Pelaes contou como tem enfrentado o luto nos últimos dois anos.

“Eu me pego com Deus, peço força para Deus e um silêncio muito grande. A gente sofre, chora, sem lágrimas, magoa, muito mesmo. Meus netos olham para mim e fazem as perguntas. Vão olhar e eu não sei o que dizer para eles, porque a dor é muito grande”, afirmou.

Maria do Socorro destaca que o protesto realizado diante do Congresso Nacional é uma forma de honrar a memória de Daniella e buscar justiça pela morte da filha.

“É uma homenagem para buscar a justiça, primeiro a justiça de Deus, depois a justiça dos homens. Tenho que sair daqui mais aliviada, para não ficar impune essa maldade, foi muito mal. A minha filha não merecia ser assassinada dessa forma, de jeito nenhum. Nem que seja com uma dose de veneno, ainda mais com mais de 50 facadas. Uma moça tão boa, tão gentil, uma mulher que cuidava dos filhos, do marido e fez de tudo por ele para segurar o casamento. Mas infelizmente aconteceu essa tragédia com ela. E aí fica aquele silêncio que machuca muito”, detalhou.

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Daniella Di Lorena Pelaes de Almeida, 46 anos
Daniella di Lorena Pelaes de Almeida foi morta pelo ex dentro de casa
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Daniella di Lorena Pelaes de Almeida foi morta pelo ex dentro de casa

Arquivo pessoal/Reprodução
Daniella Di Lorena Pelaes de Almeida, 46 anos
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Daniella Di Lorena Pelaes de Almeida, 46 anos

Arquivo pessoal/Reprodução

O protesto

O cunhado de Daniella, Flávio Barreto disse ao Metrópoles o que o objetivo do protesto é pedir justiça pelas mulheres que são mortas pela condição de gênero.

“A motivação era por clamar justiça, pelo falecimento da Dani e de tantas mulheres vítimas de feminicídio. Com a ideia de impactar pessoas, porque às vezes essas mulheres tornam-se apenas estatística, um número. Então veio a ideia de simular um cemitério em plena Esplanada dos Ministérios e colocar o nome de inúmeras mulheres vítimas”, afirmou Barreto.

Flávio Barreto ainda reflete sobre a contradição sobre o principal local da morte de mulheres no Brasil. “Elas são vitimadas no local que deveria ser o ser o seu refúgio, o local de maior segurança, que normalmente é em sua casa, no seu domicílio. Afinal nós estamos falando de 1.470 mulheres vítimas de feminicídio. de em 2025, uma média de cinco mulheres por dia. É número alarmante, parece um número de país em guerra”, enfatizou.

Além da colocação de cruzes, o protesto contará com uma segunda fase às 17h, quando será realizada uma marcha entre o gramado da Esplanada e o Supremo Tribunal Federal (STF).

 

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