Confira quem são os 12 presos acusados de fraude na Saúde do DF

O grupo desarticulado na ação é investigado por peculato, corrupção ativa e passiva, fraude em licitação e organização criminosa

atualizado 29/11/2018 12:34

Nathália Cardim/Metrópoles

Durante o cumprimento dos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, os promotores do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e agentes da Polícia Civil se dividiram para prender seis suspeitos em Brasília e outros seis no Rio de Janeiro.

Confira quem são os presos na Operação Conexão Brasília:

Presos em Brasília:
Rafael de Aguiar Barbosa – prisão e busca (ex-secretário de Saúde no governo Agnelo Queiroz)
Elias Fernando Miziara – prisão e busca (ex-secretário de Saúde no governo Agnelo Queiroz)
José de Moraes Falcão – prisão e busca (ex-subsecretário de Saúde do DF)
Renato Sérgio Lyrio Mello – prisão e busca (ortopedista)
Vicente de Paulo Silva de Assis – prisão e busca (anestesiologista)
Edcler Carvalho Silva – prisão e busca (diretor comercial da Kompazo, empresa que vende produtos hospitalares)

Nathália Cardim
O ex-secretário de Saúde no governo Agnelo Queiroz, o médico Elias Miziara, foi preso preventivamente e levado para o Departamento de Polícia Especializada (DPE)

No Rio de Janeiro:
Gustavo Estelitta Cavalcanti Pessoa – alvo de mandado de prisão e busca e apreensão
Márcia de Andrade Oliveira Cunha Travassos – prisão e busca
Gaetano Signori – prisão e busca
Marcus Vinícius Guimarães Duarte de Almeida – prisão e busca
Marco Antônio Guimarães Duarte de Almeida – prisão e busca
Miguel Iskin – prisão e busca

Eles são alvos da operação que investiga suposto esquema de corrupção envolvendo empresas de  órteses e próteses. Rafael Barbosa e Elias Miziara comandaram a pasta da Saúde no governo do petista Agnelo Queiroz.

Batizada de Conexão Brasília, a operação do MPDFT cumpre 44 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e em São Paulo, além de 12 de prisão preventiva. O grupo é investigado por peculato, corrupção ativa e passiva, fraude em licitação e organização criminosa.

Advogado do ex-secretário Elias Miziara (foto em destaque), Joelson Dias disse que nem ele nem seu cliente tiveram qualquer informação sobre o processo, que corre em segredo de Justiça. “Dr. Miziara é médico de reconhecida reputação profissional no Distrito Federal e jamais teve qualquer condenação criminal ou outro ilícito julgado em definitivo que pesasse contra ele”, afirmou.

Ele confirmou que Miziara foi levado para a Departamento de Polícia Especializada (DPE), ao lado do Parque da Cidade. Ao chegar ao local, o ex-gestor falou rapidamente com a imprensa. Disse que foi pego de surpresa.  “Eu nunca nem sequer participei de licitação. Não tenho nenhuma notícia disso e não sei do que se trata”, ressaltou.

Lava Jato
A ação deflagrada nesta quinta (29) é um desdobramento de operações da Lava Jato, ocorridas no Rio de Janeiro, que desvendaram um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude contra licitação na gestão de Sérgio Cabral, ex-governador do Rio, que está preso.

A Polícia Civil deu apoio à operação com um grande efetivo distribuído entre o DF, Rio de Janeiro e São Paulo. Foram designados 105 agentes, 48 delegados, 15 escrivães e 10 peritos criminais para dar suporte logístico aos cumprimentos de prisão e análise de provas.

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