Condenado por homicídio, ex-deputado Carlos Xavier tem previsão decretada
Carlos Xavier foi condenado a 14 anos de prisão por mandar matar um jovem de 16 anos; a sentença previa a detenção após as eleições
06/10/2026 13:09

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) expediu o mandado de prisão contra o ex-deputado distrital Carlos Xavier, nesta terça-feira (6/10). O réu foi condenado a 14 anos e três meses de detenção por mandar matar um jovem de 16 anos. O crime ocorreu em 2004.
Xavier havia tido a prisão adiada por estar concorrendo a um cargo na Câmara Legislativa do DF nas Eleições de 2026. A decisão prevista na sentença seguia o Código Eleitoral, que impede a detenção de candidatos nos 15 dias que antecedem o pleito e nas 48 horas seguintes à votação, prazo encerrada nesta terça-feira. A condenação de Carlos foi feita há 10 dias antes do 1º turno.
Durante as eleições no domingo (4/10), o candidato chegou a receber pouco mais de 1,8 mil votos.

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Ver todasNome forte na política do Distrito Federal na década de 1990, Carlos utilizava o nome de Adão Xavier e exerceu três mandatos como deputado distrital. Ele foi eleito em 1994, 1998 e 2002, pelo PPB e pelo PSD.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFDurante a atuação na Câmara Legislativa, foi autor da Lei nº 893, de 1995, que instituiu o Dia do Evangélico no calendário oficial do Distrito Federal. A data é celebrada em 30 de novembro.
Condenação
O ex-deputado foi condenado a 14 anos e 3 meses de prisão em regime fechado pelo homicídio qualificado de Ewerton da Rocha Ferreira, 16 anos, em março de 2004.
O Conselho de Sentença reconheceu a materialidade do crime e a autoria ou participação do réu, afastando a possibilidade de absolvição, e reconheceu a qualificadora sustentada pela acusação, em virtude de a vítima ser um adolescente.
“A vítima era adolescente. A pouca idade justifica o desvalor das consequências. Por fim, não há provas seguras de que o comportamento da vítima concorreu para o fato”, diz a sentença.
Participaram do julgamento oito testemunhas – entre as quais, os pais de Ewerton, a ex-esposa do condenado, delegados da época do crime e o ex-diretor da Polícia Civil do DF Laerte Bessa. O ex-deputado foi o último a ser ouvido no Fórum do Recanto das Emas.
Segundo a acusação, Xavier acreditava que o jovem mantinha relacionamento com a esposa dele e decidiu encomendar o crime. O ex-parlamentar teria desembolsado R$ 15 mil pela execução do adolescente.
O corpo de Ewerton foi encontrado com marcas de tiros de revólver atrás de uma parada de ônibus no Recanto das Emas. Na época do crime, Xavier era casado há 14 anos e, segundo os autos, suspeitava de que a esposa mantinha relacionamentos extraconjugais com adolescentes, entre a vítima do crime.













