Conciliação entre a CEB e empregados termina sem proposta da empresa
Após oito horas e meia de reunião, companhia ficou de apresentar encaminhamento fechado nesta terça, antes da assembleia dos trabalhadores

Em busca de um entendimento sobre o novo acordo coletivo, a Companhia Energética de Brasília (CEB) e empregados da estatal participaram de audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT) nesta segunda-feira (7/12). A reunião, que começou às 15h30, só terminou por volta da meia-noite, sem uma proposta fechada da companhia. A CEB se comprometeu a apresentar novos termos à categoria antes da assembleia dos trabalhadores, marcada para esta terça (8/12).
O desfecho da reunião foi confirmado pelo Sindicato dos Urbanitários (Stiu-DF). A CEB e o Ministério Público do Trabalho (MPT), que participa das negociações, não se pronunciaram sobre a reunião.
Protestando contra a recente privatização da CEB Distribuição e a revisão das cláusulas trabalhistas, os funcionários chegaram a entrar de greve em 1º de dezembro. Segundo o diretor do Stiu-DF, João Carlos Dias, a empresa tem a intenção de retirar 12 cláusulas trabalhistas, incluindo a estabilidade dos contratos e indenizações por morte e invalidez.
Nas palavras do sindicalista, a CEB também busca precarizar mais cinco pontos. “Nossa discussão não foi nem por avanços, mas para não perdermos cláusulas trabalhistas”, explicou.

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A greve dos trabalhadores foi suspensa a pedido do presidente do TRT-10, desembargador Brasilino Santos Ramos, e do Ministério Público do Trabalho na sexta-feira (4/12), para que houvesse mais tempo às negociações. Os trabalhadores concordaram, mas somente até a audiência agendada para esta tarde. Nesta terça, decidem os próximos passos da mobilização.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFAinda na sexta, antes de os empregados da CEB decidirem pela pausa no movimento paradista, o Governo do Distrito Federal (GDF) privatizou a CEB Distribuição. A Bahia Geração de Energia, do Grupo Neoenergia, arrematou a subsidiária ao preço de R$ 2,515 bilhões.
A desembargadora do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) Fátima Rafael concedeu liminar para suspender a privatização. Mas mesmo assim, o leilão foi realizado.
Por outro lado, antes da liminar, o Tribunal de Contas do DF (TCDF) e o Supremo Tribunal Federal (STF) não observam qualquer empecilho para a venda. Um grupo de parlamentares do DF ainda tenta, na Justiça, anular o negócio.


