Apagão deixa 55,7 mil sem luz no Guará, Vicente Pires e Estrutural

Energia caiu por volta das 19h30 e voltou às 20h12. CEB investiga causas do blecaute

atualizado 04/12/2020 22:20

falta de luz guara vicente pires brasilia dfMaterial cedido ao Metrópoles

Às 19h31 desta sexta-feira (4/12), um apagão deixou os moradores do Guará, Estrutural e áreas de Vivente Pires e Águas Claras, entre outras regiões, sem energia elétrica. A Companhia Energética de Brasília (CEB) ainda não sabe informar o motivo do blecaute, mas afirma que a situação foi normalizada às 20h12.

Segundo a CEB, foram atingidos: Guará I, Guará II, QELC (Lúcio Costa), SQB (Super Quadras Brasília), Joquey Clube, Cidade Estrutural, Núcleo Rural Cana do Reino, Colônias Agrícolas Vicente Pires, Cabeceira do Vale, Águas Claras, 26 de Setembro, Governador Bernardo Sayão e IAPI.

No Guará, moradores registraram a passagem de uma carreta de Natal bem no momento em que a energia acabou. As luzes natalinas contrastaram com o bréu na região.

Veja:

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Leilão e greve

O apagão foi registrado no mesmo dia em que a CEB Distribuição, braço da estatal responsável por levar energia elétrica às casas dos brasilienses, foi privatizada em leilão. Também nesta sexta, empregados da empresa decidiram suspender a paralisação que mantinham para pressionar pelo cumprimento do acordo coletivo firmado com a CEB até segunda-feira (7/12), quando ocorrerá outra rodada de negociações na Justiça do Trabalho.

Nas redes sociais e grupos de WhatsApp, alguns moradores atingidos pela falta de energia insinuaram que o blecaute foi um boicote dos empregados da companhia, que são contra a privatização da CEB Distribuição.

Veja:

João Carlos Dias, diretor do Sindicato dos Urbanitários do DF (Stiu-DF), protestou contra a insinuação de sabotagem. “Não tem cabimento isso, não tem lógica. Pelo amor de Deus, vamos ser sérios. Procurar coisa onde não existe é comum, mas não tem nenhum fato. A nossa categoria é séria, temos feito uma luta contra esse processo [de privatização] que vai trazer dificuldades, mas fazemos luta séria, justa, não tem sabotagem. Conheço minha categoria há 20 anos, e ela jamais faria isso”, ressaltou.

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