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Como livro Ainda Estou Aqui pode ajudar a reduzir pena de Bolsonaro

Se alcançar a média de 11 livros lidos por ano, Bolsonaro poderá reduzir sua pena em 44 dias a cada 12 meses

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HUGO BARRETO/METRÓPOLES
Jair Bolsonaro
1 de 1 Jair Bolsonaro - Foto: HUGO BARRETO/METRÓPOLES

O livro Ainda Estou Aqui, de Marcelo Rubens Paiva, pode ajudar o ex-presidente Jair Bolsonaro a ter a pena reduzida. Condenado a 27 anos e três meses de prisão por golpe de Estado, entre outros crimes, Bolsonaro foi preso de maneira definitiva nesta semana, após o trânsito em julgado do processo.

Isso porque, segundo o artigo 126 da Lei de Execução Penal (LEP), o condenado que cumpre pena em regime fechado ou semiaberto pode reduzir sua pena por trabalho ou estudo. A partir da lei, a Secretaria de Educação do Distrito Federal coordena a política Remição de Pena pela Leitura, e professores de língua portuguesa da capital selecionam uma série de livros que abordam temas como democracia, ditadura, racismo e questões de gênero. Entre eles, está Ainda Estou Aqui.

Além da obra de Marcelo Rubens Paiva, que, recentemente, virou filme produzido por Walter Salles e rendeu ao cinema brasileiro o Oscar de melhor filme internacional, há outros livros na lista à disposição de Jair Bolsonaro e todo o núcleo 1 da trama golpista. Entre os títulos, estão:

  • Admirável mundo novo – Aldous Huxley (1932)
  • Ainda estou aqui – Marcelo Rubens Paiva (2015)
  • Canção para ninar menino grande – Conceição Evaristo (2018)
  • Democracia – Philip Bunting (2024)
  • Guerra e paz – Liev Tolstói (1869)
  • Na minha pele – Lázaro Ramos (2017)
  • Pequeno manul antirracista – Djamila Ribeiro (2019)
  • Presos que menstruam – Nana Queiroz (2015)
  • 1968: o ano que não terminou – Zuenir Ventura (1988)

Clique e veja a lista completa.

Bolsonaro e outros réus detidos no DF podem sugerir novas obras caso se juntem a clubes do livro dentro das unidades prisionais onde estão presos. Para ter acesso ao benefício, contudo, Bolsonaro e os outros presos do núcleo 1 da trama golpista precisam pedir aval ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), porque o magistrado foi o relator do inquérito em que ambos foram condenados.

Quanto tempo de pena um livro pode reduzir

De acordo com a legislação, cada preso pode ter a pena abatida em quatro dias a cada livro comprovadamente lido. No caso dos condenados que cumprem pena no DF, o custodiado tem 21 dias para concluir a leitura de uma obra.

Depois de ler, o preso tem que escrever um relatório sobre a obra em até 10 dias.

Um detento pode ler, no máximo, 11 livros por ano — o que significa 44 dias de pena reduzida a cada 12 meses.

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