Bolsonaro completa uma semana preso na PF com manifestações em baixa

Bolsonaro cumpre a pena de 27 anos e 3 meses na superintendência da PF, em Brasília, por liderar a trama golpista

atualizado

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Jair Bolsonaro em frente à sua residência. Brasília (DF), 03/09/25
1 de 1 Jair Bolsonaro em frente à sua residência. Brasília (DF), 03/09/25 - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completa, neste sábado (29/11), uma semana preso na superintendência da Polícia Federal, em Brasília, sem o registro de forte comoção e manifestações no local ou pelo país. Bolsonaro cumpre a pena de 27 anos e 3 meses pela condenação por liderar a trama golpista.

O ex-mandatário foi preso preventivamente no último sábado (22/11) e, na terça-feira (25/11), após o Supremo Tribunal Federal declarar que o processo por tentativa de golpe de Estado transitou em julgado, ou seja, foi concluído, ele iniciou o cumprimento da pena em regime fechado.

No final de semana de sua prisão, foram registrados embates intensos entre grupos favoráveis e contrários a Bolsonaro, ainda que de forma reduzida. Na sequência dos dias, porém, houve uma dispersão de manifestações onde o político está preso.

A prisão preventiva ocorreu após a Polícia Federal (PF) apontar risco de fuga durante a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em frente ao condomínio onde o ex-presidente reside, o Solar de Brasília, no Jardim Botânico. Na decisão, também constou que o ex-presidente tentou violar a tornozeleira com um ferro de solda e, segundo Moraes, a tentativa de rompimento indicava intenção de fuga “facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”.

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Opositor invade vígilia e causa tumulto
Manifestantes na porta da superintendência da PF, em Brasília
Manifestantes na porta da superintendência da PF, em Brasília
Sósia de Jair Bolsonaro
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Vigília em frente a casa do ex-presidente
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Vigília em frente a casa do ex-presidente

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Opositor invade vígilia e causa tumulto
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Opositor invade vígilia e causa tumulto

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Manifestantes na porta da superintendência da PF, em Brasília
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Manifestantes na porta da superintendência da PF, em Brasília

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Manifestantes na porta da superintendência da PF, em Brasília

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Sósia de Jair Bolsonaro

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Vereador Carlos Bolsonaro visita o pai, que está preso na superintendência da Polícia Federal
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Vereador Carlos Bolsonaro visita o pai, que está preso na superintendência da Polícia Federal

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Senador Flávio Bolsonaro visitou o pai na terça-feira
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Senador Flávio Bolsonaro visitou o pai na terça-feira

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Jair Renan Bolsonaro deixa a superintendência da Polícia Federal após visitar o pai
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Jair Renan Bolsonaro deixa a superintendência da Polícia Federal após visitar o pai

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Michelle Bolsonaro visita Bolsonaro pela 2ª vez na superintendência da Polícia Federal
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Michelle Bolsonaro visita Bolsonaro pela 2ª vez na superintendência da Polícia Federal

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Após a prisão, apoiadores e opositores se reuniram em frente ao local e chegaram a protagonizar embates; no entanto, ambos os grupos não se destacaram por estarem em grande quantidade. Na ocasião, opositores ao ex-presidente chegaram a estourar uma garrafa de champanhe para celebrar a decisão, o que gerou um princípio de confusão no local.

No mesmo dia, Flávio convocou uma vigília próxima ao condomínio, por volta das 19h, para orar pela vida do ex-presidente. Para simbolizar Bolsonaro, o grupo se reuniu ao redor de um boneco de papelão em tamanho real com a imagem do ex-presidente. Com um volume um pouco maior de apoiadores, mas ainda não volumoso, o encontro contou com uma polêmica envolvendo um opositor, que invadiu o local e chegou a dizer que espera que Jair Bolsonaro seja julgado e condenado por abrir “700 mil covas na pandemia”.

No domingo (23/11), a entrada da superintendência voltou a ser palco de manifestações: cerca de 15 pessoas se mobilizaram em frente ao prédio com faixas e fazendo orações. No entanto, ao entardecer, os apoiadores se dispersaram e a madrugada foi sem movimentação, contando apenas com a presença da imprensa.

Na segunda-feira (24), o dia seguiu com o mesmo roteiro, com pequenas manifestações e sem muito alarde. Na terça-feira, o STF declarou o trânsito em julgado para o ex-presidente e outros réus do núcleo 1 da trama golpista. O STF também determinou que a pena será cumprida no mesmo local em que ele já cumpria a preventiva, na superintendência da PF.

Não houve grandes mobilizações após a decisão. O local ficou marcado por algumas buzinas e gritos de pessoas que se manifestavam favoráveis ou contrárias à decisão, além de alguns rostos conhecidos das vigílias e manifestações anteriores.

Visitas

Além dos grupos manifestantes, a semana foi marcada por visitas dos filhos de Jair Bolsonaro e da esposa Michelle.

A primeira a visitar o ex-presidente foi Michelle Bolsonaro, no domingo (23/11). Na quinta-feira (27/11), após autorização de Moraes, ela fez a segunda visita. Discreta, a ex-primeira-dama não falou com a imprensa e se manifestou apenas em seu Instagram, lamentando o curto tempo autorizado para visitar o marido. “Na primeira visita, estive com ele por 2 horas; hoje, apenas 30 minutos”, lamentou.

Os filhos, Carlos e Flávio Bolsonaro, visitaram na terça-feira (25/11). O senador chegou a informar que o pai fez um pedido direto para que aos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, para pautassem a anistia.

Carlos também se manifestou à imprensa ao fim da visita. Segundo o vereador do Rio de Janeiro, o ex-presidente está “devastado psicologicamente” e que está se alimentando pouco.

O filho 04, Jair Renan, visitou Bolsonaro minutos antes de michelle na quinta-feira. Ao sair, ele afirmou que Bolsonaro está “muito mal” e que, como filho, tem sido um momento muito difícil.

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