Com fratura, avó de Michelle Bolsonaro é levada ao Hospital de Base

Maria Aparecida, de 78 anos, deu entrada, primeiro, na unidade de saúde de Ceilândia, onde aguardou atendimento no corredor

Raimundo Sampaio/Especial para o MetrópolesRaimundo Sampaio/Especial para o Metrópoles

atualizado 11/08/2019 22:04

A avó materna da primeira-dama da República, Michelle Bolsonaro, Maria Aparecida Firmo Ferreira, de 78 anos, ocupava neste sábado (10/08/2019) uma das várias macas improvisadas nos corredores do Hospital Regional de Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal. As primeiras informações foram divulgadas pela Folha de S.Paulo. Por volta das 22h, o Governo do Distrito Federal (GDF) confirmou ao Metrópoles que ela deu entrada na unidade de saúde em Ceilândia, mas que foi transferida para o Hospital de Base.

Em um primeiro momento, a suspeita era de fratura no fêmur, mas o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) informou, por meio de nota, que a paciente teve uma lesão na bacia. Ela deu entrada no pronto-socorro do Hospital de Base às 21h54 deste sábado e foi atendida às 22h28. “Maria Aparecida está internada na enfermaria ortopédica para avaliação e agendamento de cirurgia”, informou o Iges-DF.

Maria Aparecida afirmou ter dado entrada no hospital de Ceilândia na última quinta-feira (08/08/2019), onde esperava por atendimento no corredor. A avó da primeira-dama afirmou ter se acidentado na manhã do mesmo dia em que foi à unidade de saúde, na casa em que mora na Condomínio Sol Nascente, periferia do DF.

Uma das galinhas dela teria passado para a casa do lote ao lado. “Fui pedir à mulher para pegar a galinha. O pitbull avançou no portão. Se ele pega meu rosto, tinha acabado comigo. Aí, naquele susto, caí de costas. Caí, quebrei meu fêmur e estou no corredor de espera. Tem gente aqui que tem mais de 20 dias, 30 dias e não chama [para cirurgia]”, disse Maria Aparecida à Folha de S.Paulo.

Sua neta e o presidente Jair Bolsonaro (PSL) moram no Palácio da Alvorada, a 37km de distância do hospital. Acompanhada de uma tia de Michelle, Maria Aparecida afirmou que sofre de osteoporose e que aguarda uma cirurgia na perna direita – a mesma que machucou na quinta-feira – há cinco anos.

“Sou vó dela, [mas] ela ainda não sabe [do acidente]. Tenho o telefone dela não. Que não falo [com Michelle], tem já cinco anos. O dia que o pai dos meus filhos morreu, ela que pagou o enterro, ficou com a gente lá. Foi o último dia que eu vi”, disse.

A avó diz não ter havido nenhuma briga entre ela e a neta. “Ela [se] afastou de mim. Não quis nada mais comigo”, afirmou. “Era meu prazer se ela viesse, [mas] ela não vem não”.

Relação com a família

Ao falar da relação com Michelle, Maria Aparecida afirmou ainda que uma de suas noras trabalha como babá da filha do casal presidencial, Laura, 8 anos.

“Quando ela morava no Rio, chamava minha filha, chamava a família toda para ir lá, não chamou nem eu nem essa aí [Fátima, filha que a acompanhava no momento da entrevista], nem Aparecida, nem Gilmar, nem Gilberto, tudo meus filhos. Ela chamou o João, que é policial, com a mulher dele, o Tonho com a mulher dele, que é essa que trabalha lá para ela. Não chamou a gente”, acrescentou, segundo declarações dadas à Folha.

Quando questionada se desejava ser transferida para um outro hospital, antes de ser levada ao Base, ela chorou. “Eu quero é fazer minha cirurgia. Seja lá o que Deus quiser. Não dou conta nem de mexer com o dedo do pé direito. Não dou conta de pentear meu cabelo, não dou conta de comer com minha mão, não dou conta de sentar. A coisa mais triste é ficar dependendo dos outros em negócio de higiene”, lamentou.

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