Com esperança de encontrar Bernardo, família espalha fotos em BRs

Mesmo com confissão do ex-marido e pai da criança, que diz ter matado menino, a mãe, Tatiana, ainda acredita que o filho esteja vivo

Reprodução/Redes sociaisReprodução/Redes sociais

atualizado 05/12/2019 21:41

A esperança em encontrar Bernardo, 1 ano e 11 meses, tem atravessado fronteiras. A mãe do menino, Tatiana da Silva, 30 anos, tenta fazer as buscas pelo filho desaparecido há uma semana cobrirem os mais de 1,7 mil km por onde o ex-marido e pai do bebê, Paulo Roberto de Caldas Osório, trafegou, do Distrito Federal até a Bahia. Para tanto, a mulher conta com a ajuda de familiares que moram dentro e fora do DF. Ela e parentes passaram a quinta-feira (05/12/2019) mobilizando as redes sociais e distribuindo cartazes com a foto da criança em estradas e paradas ao longo do percurso.

Embora Osório tenha confessado à polícia que assassinou o filho, o corpo do menino ainda não foi encontrado. Para Tatiana e família, portanto, Bernardo pode estar vivo.  Assim, eles entregaram a caminhoneiros que seguiam viagem pela BR-020 as imagens de Bernardo. Também colaram os cartazes em postos de gasolina por onde Osório passou entre sexta-feira passada (29/11/2019) e o último domingo (01/12/2019), quando foi preso em Alagoinhas (BA).

Eu não posso parar, enquanto houver possibilidade dele [Bernardo] estar por aí. Eu vou até o fim

Tatiana da Silva, mãe de Bernardo
Material cedido ao Metrópoles
Tatiana e o filho de 1 ano e 11 meses: esperança de encontrar bebê com vida move a mulher

 

A mãe diz que a busca já tomou conta de Alagoinhas, onde Osório foi detido, e outras cidades baianas. “Nós temos família lá e estão todos ajudando. A corrente de ajuda já chegou no Brasil todo”, completa Tatiana.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) também faz buscas pelas estradas, mas o foco é encontrar o corpo da criança, pois o pai afirmou tê-lo abandonado em um matagal à beira da rodovia. Nesta quinta, a operação foi suspensa para os investigadores reavaliarem a estratégia, que ainda não tinha surtido o efeito esperado, mas que deve ser retomada pela manhã.

Os policiais que conduzem as apurações acreditam que Paulo Roberto Osório criou uma história para desviar a atenção e manipular as investigações. Agora, a polícia vai reconstituir o passo a passo do crime para descobrir, por outros meios, o que foi feito com a criança.

Confissão

Aos investigadores da DRS, o pai afirmou ter dopado Bernardo com sonífero, misturado ao suco de uva. A morte, conforme contou, teria sido provocada por uma superdosagem do medicamento.

Frio a ponto de confessar ter matado o próprio filho por vingança à ex-mulher e à ex-sogra, o homem assustou até os investigadores mais experientes da PCDF. Aos policiais, relatou com tranquilidade e riqueza de detalhes as horas que antecederam o assassinato.

Confira:

Matou a própria mãe

Paulo Osório foi capaz de ocultar o assassinato da própria mãe em 1992, do qual foi o autor. Apenas os vizinhos da quadra sabiam da história, ocorrida na mesma residência onde a Polícia Civil acredita que Bernardo tenha sido morto. Foi, inclusive, um morador da 712 Sul que revelou à mãe do bebê sobre o crime cometido por Paulo quando ele tinha 18 anos.

Leia a história desse crime.

O metroviário está preso preventivamente na carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE), em Brasília.

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