Com 131 dias sem chuva, DF chega à maior estiagem dos últimos 52 anos

O último longo período de estiagem no Distrito Federal aconteceu em 1970; foram 135 dias sem chuva

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O Distrito Federal chegou, nesta quinta-feira (15/9), ao terceiro maior período de estiagem na história. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), até o momento, são 131 dias sem chuvas.

Na série, iniciada em 1961, o período mais longo de estiagem ocorreu em 1963, quando o DF não registrou precipitações por 164 dias. Na sequência, vem 1970, com 135.

Apesar de haver previsão de chuva para esta quinta, as chances são pequenas. “São bem baixas, mas, caso ocorra, seria mais para o fim do dia, início da noite”, explica a meteorologista do Inmet Naiane Araújo. “Já amanhã, as chances aumentam mais.”

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O clima seco no Distrito Federal é anunciado pela estiagem dos ipês-roxos e pela diminuição das chuvas
Geralmente esse clima perdura de maio a setembro
Durante o período da seca, o clima se mantém como o de deserto, quente durante o dia e mais fresco à noite, até a chegada das chuvas, em outubro
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A previsão é de que, no período da tarde, a umidade atinja valores críticos, entre 12% e 15%
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Durante o período da seca, o clima se mantém como o de deserto, quente durante o dia e mais fresco à noite, até a chegada das chuvas, em outubro
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Durante o período da seca, o clima se mantém como o de deserto, quente durante o dia e mais fresco à noite, até a chegada das chuvas, em outubro

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Além disso, os recordes de temperatura no ano estão sendo quebrados no últimos dias. Na quarta-feira (14/9), os termômetros marcaram 35,2ºC. A umidade relativa do ar ficou em 11%.

Por volta das 15h de terça-feira (13/9), a estação meteorológica do Gama registrou 35°C. No domingo (11/9), a temperatura na capital federal chegou a 34ºC, recorde de 2022 até então.

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Temperatura máxima na capital federal bateu recorde do mês e chegou a 31,4ºC
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Incêndios

O período de seca aumenta o risco de incêndios florestais e eleva a chance de problemas de saúde, como doenças pulmonares e dores de cabeça. Uma das principais regiões que sofre com queimadas é o Parque Nacional de Brasília, que já teve, aproximadamente, 10% da área dizimada neste mês de setembro.

A área de preservação tem 42.355 hectares. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), as chamas atingiram, até o momento, 4.092,75ha.

O primeiro incêndio, registrado no dia 5 de setembro, queimou 3.855,32ha do parque. Na segunda-feira (12/9), o segundo foco destruiu 237,43 ha. Nesta quinta-feira (15/9), o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) combate às chamas pela terceira vez na área de preservação.

O fogo retornou na quarta-feira (14/9), quando o DF registrou o dia mais quente de 2022.

Fotos dos últimos incêndios na região:

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Segundo o CBMDF, o novo incêndio é composto por uma linha de fogo com “vários quilômetros de extensão”.

“Devido às condições do clima, ventos fortes, baixa umidade do ar e da vegetação seca, o fogo se alastrou, alcançando áreas de difícil acesso. No fim da tarde [de quarta], estávamos empregando o resgate aéreo, o Avião Nimbus e outras 14 viaturas, que embarcavam cerca de 94 militares”, informou a corporação em nota.

Queimadas aumentam quedas de energia

Neste ano, a Neoenergia Brasília registrou 12 desarmes de linhas de distribuição devido ao fogo, prejudicando aproximadamente 160 mil pessoas. Esse número é 10 vezes maior na comparação com o mesmo período do ano passado.

“Quando as chamas atingem diretamente à rede elétrica, componentes, como postes, cabos e isoladores, são danificados, interrompendo o fornecimento de energia. Quando o fogo está próximo da rede, a fuligem e o calor intenso criam condições para gerar curto-circuito e, como consequência, interrupção do fornecimento”, explica o diretor-superintendente Técnico da Neoenergia Brasília, Antônio Carlos Queiroz.

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