CLDF: primeira sessão de 2026 ocorre sem representantes do GDF

A sessão inaugural teve caráter solene e, diferentemente dos outros anos, não contou com a presença de representantes do governo distrital

atualizado

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Plenário da CLDF - Metrópoles
1 de 1 Plenário da CLDF - Metrópoles - Foto: Breno Esaki/Metrópoles

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) retomou, nesta terça-feira (4/2), sessões no Plenário da Casa após o fim do recesso parlamentar. Vinte e um dos 24 deputados estiveram presentes na primeira sessão ordinária de 2026.

Por volta das 15h20 o presidente da CLDF, o deputado Wellington Luiz (MDB), iniciou a reabertura dos trabalhos. De maneira atípica, o Governo do Distrito Federal não registrou presença na sessão por meio de representantes.

Conforme relatado por Wellington, a decisão do não comparecimento foi tomada após reunião entre ele, o governador Ibaneis Rocha (MDB) e o secretário da Casa Civil, Gustavo Rocha.

“Conversei porque eu entendi que esse é um momento nosso enquanto deputados. A gente sabe que é um momento delicado”, declarou.

“Fizemos convite, mas, depois, liguei para cada um informando que faríamos uma sessão muito enxuta. […] Trago essa responsabilidade para mim porque entendo que era importante para nós, deputados, manifestarmos o que cada um sente. […] Foi uma tentativa de deixar a Câmara fazer seu papel sem constranger ninguém”, pontuou.

No entanto, por meio de mensagem, o governador do Distrito Federal expressou gratidão à colaboração da Casa Legislativa.

“Sempre pautada pela presteza e pelo compromisso republicano. A atuação conjunta possibilitou importantes iniciativas em favor do bem-estar da população, portanto, renovo o convite para que sigamos unidos na revitalização e no desenvolvimento do Distrito Federal”, disse a mensagem de Ibaneis.

O conselheiro do Tribunal de Contas do DF (TCDF) Márcio Michel Alves de Oliveira foi a única autoridade da capital da República a acompanhar de forma breve a abertura dos trabalhos no Plenário.

Além dele, o ex-jogador da Seleção Brasileira Washington Coração Valente também esteve na sessão solene. O Metrópoles apurou que ele tentará uma vaga no Congresso pelo MDB-DF.

Sem a presença de representantes do GDF, a mesa diretora foi composta apenas pelo presidente da CLDF, pelo vice-presidente, Ricardo Vale (PT), pela segunda vice-presidente, Paula Belmonte (PSDB), e pelo primeiro-secretário, Pastor Daniel de Castro (PP).

Na galeria do Plenário, militantes de partidos de oposição ao Governo do Distrito Federal assistiram às falas atentos. Acompanhados por faixas e cartazes, pediram instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master.

Demonstraram apoio aos manifestantes os distritais Dayse Amarílio (PSB), Fábio Felix (PSol), Gabriel Magno (PT), Max Maciel (PSol) e Ricardo Vale.

Comissões de aprovados em concursos públicos também marcaram presença. Em longas faixas penduradas nos vidros da galeria, os concurseiros pediram aumento de servidores em órgãos públicos e nomeações.

A sessão inaugural teve caráter solene e contou com transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital.

Ano eleitoral

Ao Metrópoles o presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz (MDB), informou que os deputados se reunirão ao longo de fevereiro para definir as prioridades a serem votadas antes das eleições.

“Os principais projetos serão discutidos agora no início do exercício. [..] Outros serão discutidos entre os poderes Executivo e Legislativo para que a gente defina quais são os projetos que visam atender a população em suas maiores necessidades e que devemos dar prioridade”, declarou.

“Volto a dizer que a segurança merece uma atenção especial. Existe aí algumas ideias, algumas iniciativas que estão sendo tratada com nosso secretário de Segurança [Sandro Avelar] e com o chefe da Casa Civil [Gustavo Rocha] para garantir uma melhor segurança pública para nossa capital. Eu acho que tudo aquilo que for na área de segurança ou na área de saúde merecem, sim, um tratamento especial”, pontuou.

Wellington afirmou, ainda, que apesar de 2026 ser um ano eleitoral, a população do DF poderá procurar a Casa sempre que necessitar.

“É um ano difícil, menor, um ano eleitoral– em que os políticos se dedicam às suas campanha, mas sem perder de vista aquilo que é mais importante pra população. Então, comprometimento e o respeito aos direitos da população com certeza serão preservados. Fizemos isso nos três primeiros anos e tenho certeza que no quarto não será diferente”, finalizou.

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