CLDF: deputado aciona MP contra retirada de identificação em uniformes
Segundo o vice-presidente da CLDF, Ricardo Vale (PT), decisão publicada pela Secretaria de Educação descumpre lei em vigor desde 1996

Após o Governo do Distrito Federal anunciar a retirada da identificação de escolas dos uniformes da rede pública, o vice-presidente da Câmara Legislativa (CLDF), Ricardo Vale (PT), acionou o Ministério Público do DF (MPDFT) contra a decisão.
Segundo o distrital, a CLDF já havia vetado a retirada da exigência durante a tramitação do Programa Cartão Uniforme Escolar. Apesar disso, a Secretaria de Educação publicou portaria prevendo uniformes sem identificação.
“A identificação não é estética, é segurança, dentro e fora da escola. Informar a unidade protege alunos e educadores e garante resposta rápida em situações de risco. Se algo acontecer com um estudante fora do ambiente escolar, como identificar imediatamente de onde ele é?”, afirmou Ricardo Vale.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF
Frequência de envio: Diário
Ver todasAinda segundo o parlamentar, a medida é ilegal e descumpre uma lei em vigor desde 1996, que determina a inclusão da identificação das unidades de ensino nos uniformes como forma de garantir segurança à comunidade escolar, dentro e fora das instituições.
Segurança dos adolescentes
Na documento, ao qual o Metrópoles teve acesso, o deputado pede a apuração da legalidade da medida, a adoção de providências judiciais e a garantia de que os uniformes adquiridos a partir de 2026 continuem a trazer o nome da escola.
“Na medida em que o GDF negligencia nos critérios de cuidado e segurança de crianças e adolescentes, permitindo que o acesso às escolas seja facilitado por pessoas estranhas ao ambiente de ensino, tem-se uma clara proteção deficiente a colocar em risco direitos fundamentais, entre os quais a segurança pessoal e a própria vida de estudantes, professores e demais profissionais da educação”, disse Vale.
“Não existe economia que justifique colocar a segurança das crianças em segundo plano. A lei é clara e precisa ser cumprida”, pontuou.
Ainda no documento, o vice-presidente da CLDF solicitou a “instauração de inquérito civil para avaliar a ilegalidade da retirada das identificações”.


