Carnaval 2019: blocos de rua vão desfilar na área central de Brasília

A Secult informou que a folia vai custar R$ 4 milhões e espera receber 2 milhões de festeiros

Giovanna Bembom/MetrópolesGiovanna Bembom/Metrópoles

atualizado 24/01/2019 7:36

A Secretaria de Cultura (Secult) do Distrito Federal anunciou, em entrevista coletiva nesta quarta-feira (23/1), a programação para o Carnaval 2019. Os desfiles dos blocos ocorrerão no setores carnavalescos: o Sul (Setor Comercial Sul), o Norte (Setor Bancário Norte e Praça dos Prazeres – 201 Norte) e Estádio Nacional Mané Garrincha. Fora do Plano Piloto, a folia ocorre no Taguaparque (Taguatinga) e na Vila Buritis (Planaltina).

Nos quatro locais da área central da cidade, o governo promete montar uma estrutura para receber os blocos. A medida, de acordo com o secretário de Cultura, Adão Candido, visa atrair as agremiações e diminuir o impacto nas quadras residenciais. O trajeto oficial será negociado com os representantes de cada agremiação.

Os blocos poderão desfilar por até sete horas, sendo que os últimos 60 minutos serão, obrigatoriamente, utilizados na dispersão do público. A hora-limite para o encerramento das atividades vai obedecer à seguinte divisão: 20h (zonas residenciais), 22h (zonas comerciais) e 0h (setores carnavalescos Norte, Sul e Estádio Nacional).

As escolas de samba não vão desfilar no Carnaval 2019. Adão Candido informou que, a exemplo de outras capitais brasileiras, essas agremiações devem fazer suas festas em outra data, como no aniversário de Brasília, em abril.

Custos
O Governo do Distrito Federal (GDF) informou que o Carnaval 2019 custará R$ 4 milhões. Segundo os dados apresentados pela Secult, a expectativa é de 2 milhões de foliões nas ruas, sendo 25 mil deles turistas vindos de outras partes do Brasil. A pasta também acredita gerar 3 mil empregos diretos com a folia.

No ano passado, o GDF, durante a gestão de Rodrigo Rollemberg (PSB), gastou R$ 5 milhões no Carnaval. Desse total, R$ 525 mil foram destinados à contratação de 40 artistas locais. Em 2017, os custos foram de R$ 2,3 milhões.

Por enquanto, 55 blocos – de pequeno a grande porte – estão cadastrados para desfilar pelas ruas de Brasília. O número ainda pode aumentar até o início da folia, marcada para 1º de março. Os interessados em participar devem se inscrever até 1º de fevereiro.

Esta é a primeira vez que a gestão de Ibaneis Rocha (MDB) organiza o Carnaval de Brasília. Nos últimos anos, a folia no DF teve bons números de público. Em 2016, 1,5 milhão de pessoas foram às ruas e aos eventos privados da cidade. No ano de 2017, 1 milhão de foliões se divertiram. Em 2018, a cifra caiu para 750 mil.

Metrópoles
Raparigueiros e Baratona, os blocos mais populares do Carnaval de rua do DF

 

Mobilidade
Para facilitar a vida dos foliões, o governo promete aumentar a frota de ônibus e estender o funcionamento do Metrô até a meia-noite. Outra medida é um circular, com tarifa igual aos coletivos, para facilitar deslocamento entre os setores carnavalescos.

De acordo com o secretário de Cultura, Adão Candido, o Carnaval traz boas oportunidades para a economia do Distrito Federal. “A festa deve ser vista como instrumento de alavancar a economia. Será uma comemoração da diversidade e com mais segurança”, declarou.

Negociações
Na última sexta-feira (18/1), o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) havia recomendado ao GDF que os órgãos envolvidos na promoção do Carnaval adotassem todas as medidas necessárias para a manutenção da segurança, a preservação do meio ambiente e do patrimônio público, o respeito aos direitos indisponíveis e o cumprimento da legislação.

Segundo documento feito pela Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão (PDDC) e as promotorias de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística (Prourb) e de Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural (Prodema), a definição dos locais de aglomeração também deve levar em conta as limitações da legislação relacionadas a horários, níveis de ruído e necessidade de circulação de pessoas e veículos.

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