Cade revela estratégia de aumento do combustíveis de modo coordenado
O Cade aponta que os sindicatos realizavam declarações públicas que sinalizavam reajustes de preços para causar um aumento coordenado
atualizado
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A investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aberta para apurar a conduta de sindicatos de combustíveis, os dirigentes dos sindicatos dos postos realizavam declarações públicas que sinalizavam reajustes de preços como estratégia para causar um suposto aumento coordenado pelos revendedores de combustíveis. Uma representação do Ministério da Justiça e Segurança Pública também apontou que a categoria utilizava esse modus operandi.
Do ponto de vista do Cade, a sinalização pública de preços tem sido objeto de preocupação de diversas autoridades de defesa da concorrência, uma vez que podem resultar no aumento de preços de produtos e serviços de maneira, supostamente, coordenada.
A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica instaurou inquérito administrativo para investigar a atuação de dirigentes dos sindicatos de revendedores de combustíveis.
A partir da instauração do inquérito, o Cade iniciará a instrução e a coleta de evidências adicionais da conduta. Após essa fase, o conselho poderá decidir pela instauração de processo administrativo.
Sindicato nega alinhamento de preços
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do Distrito Federal (Sindicombustíveis-DF), Paulo Tavares afirmou que recebeu com tranquilidade a abertura de investigação. Para o dirigente, o inquérito pode contribuir para qualificar o debate e permitir a compreensão técnica do mercado.
“Trata-se de um procedimento legítimo e esperado em um mercado que atravessa um momento de forte volatilidade”, pontuou.
Tavares destacou que o sindicato defende a transparência na formação de preços e esteve entre as primeiras entidades a alertar para distorções observadas ao longo da cadeia em momentos de instabilidade.
“Seguiremos colaborando com total transparência com os órgãos competentes. Com a serenidade de quem conhece o funcionamento do mercado. E com a firmeza de quem sabe que o debate deve ser conduzido com base em fatos — e não em percepções simplificadas”, afirmou Tavares.
