BRB: Paulo Henrique Costa anuncia venda de ações em 2020

Informação foi dada durante almoço com empresários, nesta terça-feira. Objetivo é atrair mais investidores

Vinícius Santa Rosa/MetrópolesVinícius Santa Rosa/Metrópoles

atualizado 17/09/2019 16:18

O Banco Regional de Brasília (BRB) venderá ações em 2020. Hoje, o GDF tem 80% dos papéis; o Iprev, 17%; e os acionistas minoritários, 3%. A iniciativa é resultado do processo de adesão ao programa Destaque em Governança das Estatais, da Bolsa de Valores, que tem o objetivo de abrir o capital e atrair mais investidores. Nesse sentido, deverá colocar no mercado 27% das ações da instituição financeira dentro do prazo de três anos. O BRB ainda não assinou a adesão, mas caminha nesse rumo.

Segundo Paulo Henrique Costa, presidente do BRB, as ações sem poder de voto do Banco Regional de Brasília tiveram valorização de 27,52% neste ano. Já os papéis com poder de voto subiram 27,5%. O presidente da instituição diz que o banco vive um ciclo positivo.

Antes da abertura de capital, a instituição lançará uma plataforma de investimento digital ainda neste ano. De acordo com Costa, também serão apresentados aplicativos para pessoas físicas e jurídicas. Por exemplo, contas simplificadas para jovens e microempresários. Da mesma forma, prepara financiamento para a construção civil e os pequenos empresas.

O pacote de projetos foi apresentado pelo presidente do BRB a empresários e autoridades do DF no almoço do Lide, no Kubitschek Plaza, na tarde desta terça-feira (19/09/2019). Segundo Paulo Henrique Costa, em razão da valorização das ações, em breve serão repassados R$ 80 milhões de dividendos para acionistas.

Crise de imagem

No almoço, Costa destacou o trabalho do banco para superar a crise de imagem após a deflagração da Operação Circus Maximus. “Recebi as chaves do banco da Polícia Federal e do Ministério Público”, brincou. Além de colaborar com a investigação, a nova diretoria investe em transparência e valorização dos funcionários.

“O BRB é um sobrevivente, como os empresários que aqui estão e enfrentam a crise”, arrematou Paulo Henrique. Segundo o gestor, o banco entendeu a necessidade de se transformar em uma instituição de desenvolvimento regional. Nesse sentido, o diferencial é a capacidade de dar respostas mais rápidas e competitivas.

Expansão

Parte do empresariado mostrou preocupação com os planos de expansão do BRB para outras unidades da Federação. Os empreendedores querem garantir investimentos diretos para o DF. No entanto, Paulo Henrique Costa considera a ampliação dos negócios estratégica para o futuro da instituição. Inclusive para reforçar a oferta de investimentos e financiamentos para a capital. O avanço para outras regiões começará no segundo semestre de 2020.

Outra crítica dos empreendedores presentes remete à dificuldade e à demora no acesso ao Fundo de Investimento do Centro-Oeste (FCO) por parte do BRB. A instituição liberou somente 0,03% do FCO em 2018. Segundo o presidente, a intenção é ampliar os repasses e elevar a soma para R$ 250 milhões em 2020.

Atualmente, o FCO destina R$ 700 milhões para o DF, gerenciados pelo Banco do Brasil e o BRB. O senador Izalci Lucas (PSDB), depois de elogiar a gestão do banco, disse ter um projeto para a transferência completa da gestão das mãos do BB para a instituição brasiliense. O próprio GDF também negocia com a Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) e o governo federal a ampliação da fatia do FCO que será gerida pelo banco.

Carnaval

Antes do início do almoço, o secretário de Cultura, Adão Cândido, e representantes da Escola de Samba Vila Isabel apresentaram o projeto de desfile para o Carnaval 2020 da agremiação. O tema será o aniversário de 60 anos de Brasília. Alegorias e o “JK Cacique” foram revelados. Cândido pediu ajuda para o financiamento da celebração. O objetivo do GDF é arrecadar R$ 4 milhões para a festa.

 

Últimas notícias