BRB diz que funcionário alvo da PCDF não vendeu consórcios do banco
Operação da PCDF investiga esquema de venda de consórcios inexistentes no DF, com 45 vítimas e bloqueio de R$ 14 milhões em bens

O Banco de Brasília (BRB) afirmou não ter relação com as ações do funcionário investigado na Operação Falsa Promessa II, deflagrada nesta quarta-feira (24/6), que apura um esquema de venda de consórcios falsos no Distrito Federal.
“A investigação diz respeito à comercialização de consórcios falsos, que não pertencem ao Banco e cujas vendas não ocorreram por meio de sua estrutura ou de seus canais. O Banco destaca que o envolvimento de empregado no âmbito da operação não possui qualquer relação com a atuação funcional, produtos ou operações do BRB”, afirmou a instituição em nota.
O banco também reforçou o compromisso com a integridade, disse que adota as medidas cabíveis e afirmou estar à disposição das autoridades para colaborar integralmente com as investigações.
Operação apura esquema de R$ 22 milhões no DF
A Operação Falsa Promessa II foi deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho II), para apurar um esquema de consórcios fraudulentos e uso de empresas de fachada.
Segundo a PCDF, oito pessoas jurídicas são investigadas e ao menos 45 vítimas já foram identificadas. Na segunda fase da operação, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e determinado o bloqueio de bens e ativos financeiros que somam cerca de R$ 14 milhões. O grupo teria movimentado aproximadamente R$ 22 milhões entre 2023 e 2025.
As investigações apontam que os suspeitos ofereciam consórcios com promessa de contemplação acelerada, em alguns casos poucos meses após a contratação. As vítimas eram atraídas por anúncios em redes sociais e direcionadas a atendimentos presenciais em lojas físicas, estratégia usada para dar aparência de legitimidade ao esquema.
Nos locais, os consumidores eram induzidos a pagar valores iniciais sob promessa de liberação rápida de crédito, que não ocorria. Em diversos casos, os pagamentos continuavam por meses sem qualquer contemplação.
De acordo com a polícia, os valores não eram repassados a administradoras regulares, mas a empresas sem autorização do Banco Central. Os recursos eram desviados para contas pessoais dos investigados e redistribuídos entre integrantes do grupo, com indícios de lavagem de dinheiro.
A investigação começou em janeiro deste ano e já resultou no indiciamento de 13 pessoas por fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Na primeira fase da operação, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão no DF e no Entorno.

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